{"id":81196,"date":"2025-12-18T10:59:14","date_gmt":"2025-12-18T13:59:14","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=81196"},"modified":"2025-12-18T10:59:16","modified_gmt":"2025-12-18T13:59:16","slug":"sociedade-de-cardiologia-do-estado-do-rio-grande-do-sul-socergs-alerta-para-riscos-do-uso-inadequado-de-testosterona-em-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/sociedade-de-cardiologia-do-estado-do-rio-grande-do-sul-socergs-alerta-para-riscos-do-uso-inadequado-de-testosterona-em-mulheres\/","title":{"rendered":"Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) alerta para riscos do uso inadequado de testosterona em mulheres"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Entidade destaca posicionamento conjunto de sociedades m\u00e9dicas nacionais e chama aten\u00e7\u00e3o para impactos \u00e0 sa\u00fade cardiovascular<\/i><\/p>\n<div>\n<p>A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) faz um alerta para a import\u00e2ncia do uso criterioso e baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas da testosterona em mulheres. O tema tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o crescente, especialmente diante da divulga\u00e7\u00e3o de indica\u00e7\u00f5es sem respaldo cient\u00edfico e do uso com fins est\u00e9ticos ou de performance, pr\u00e1ticas que podem trazer riscos significativos \u00e0 sa\u00fade, inclusive cardiovasculares.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a SOCERGS refor\u00e7a e endossa o posicionamento oficial divulgado em nota conjunta pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (FEBRASGO) e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).<\/p>\n<p><strong>Nota conjunta SBEM, FEBRASGO e SBC sobre o uso de testosterona na mulher<\/strong><\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com base nas melhores evid\u00eancias cient\u00edficas e em conson\u00e2ncia com princ\u00edpios \u00e9ticos e regulat\u00f3rios, esclarecem os pontos essenciais relacionados ao uso de testosterona em mulheres.<\/p>\n<p><strong>Indica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica indica\u00e7\u00e3o cientificamente reconhecida para o uso terap\u00eautico de testosterona na mulher \u00e9 o tratamento do Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH) em mulheres na p\u00f3s-menopausa, ap\u00f3s diagn\u00f3stico cl\u00ednico criterioso e por exclus\u00e3o. Antes de qualquer considera\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, devem ser avaliadas e tratadas as causas frequentes de diminui\u00e7\u00e3o da libido, como hipoestrogenismo, s\u00edndrome urogenital da menopausa, depress\u00e3o e outros transtornos psiqui\u00e1tricos, efeitos de medicamentos (especialmente antidepressivos), obesidade e fatores psicossociais ou de relacionamento conjugal. Ressalta-se que a \u201cdefici\u00eancia de testosterona\u201d n\u00e3o \u00e9 causa reconhecida de baixa libido na mulher.<\/p>\n<p><strong>Aspectos fisiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>A testosterona n\u00e3o apresenta queda abrupta com a menopausa, havendo redu\u00e7\u00e3o gradual ao longo da vida adulta. N\u00e3o h\u00e1 valores de refer\u00eancia validados que definam defici\u00eancia androg\u00eanica feminina pass\u00edvel de tratamento cl\u00ednico.<\/p>\n<p><strong>Dosagem de testosterona<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe indica\u00e7\u00e3o de dosagem de testosterona para investigar valores baixos ou suposta defici\u00eancia androg\u00eanica feminina. A \u00fanica indica\u00e7\u00e3o formal de dosagem s\u00e9rica \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o de hiperandrogenismo \u2013 excesso hormonal, como na s\u00edndrome dos ov\u00e1rios polic\u00edsticos, tumores ovarianos ou adrenais, hiperplasia adrenal cong\u00eanita e s\u00edndrome de Cushing. A dosagem rotineira fora desse contexto n\u00e3o tem respaldo cient\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>Formula\u00e7\u00f5es, seguran\u00e7a e riscos<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe no Brasil formula\u00e7\u00e3o de testosterona aprovada pela ANVISA (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) para uso em mulheres. N\u00e3o se recomendam implantes subcut\u00e2neos manipulados em raz\u00e3o da farmacocin\u00e9tica imprevis\u00edvel e da aus\u00eancia de dados robustos de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a. O uso de testosterona fora da \u00fanica indica\u00e7\u00e3o em mulheres aumenta o risco de eventos adversos, incluindo efeitos virilizantes como acne, queda de cabelo, crescimento de pelos, aumento do clit\u00f3ris e engrossamento irrevers\u00edvel da voz, toxicidade e tumores de f\u00edgado, altera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e psiqui\u00e1tricas, infertilidade e potenciais repercuss\u00f5es cardiovasculares como hipertens\u00e3o arterial, arritmias, embolias, tromboses, infarto, AVC e aumento da mortalidade, al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es de outros exames laboratoriais, como colesterol e triglicer\u00eddeos.<\/p>\n<p><strong>Veda\u00e7\u00e3o para fins est\u00e9ticos e de performance<\/strong><\/p>\n<p>O uso de testosterona para fins est\u00e9ticos, de melhora de composi\u00e7\u00e3o corporal, desempenho f\u00edsico, disposi\u00e7\u00e3o ou antienvelhecimento, em mulheres ou em homens, \u00e9 vedado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e n\u00e3o reconhecido pela ANVISA, carecendo de base cient\u00edfica e regulat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Posicionamento final<\/strong><\/p>\n<p>A prescri\u00e7\u00e3o de testosterona deve restringir-se estritamente \u00e0 \u00fanica indica\u00e7\u00e3o formalmente reconhecida (Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo \u2013 TDSH), ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica adequada, sendo potencialmente danosa quando utilizada sem indica\u00e7\u00e3o, com base em dosagens isoladas ou com objetivos n\u00e3o terap\u00eauticos.<\/p>\n<p><strong>Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (FEBRASGO)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><strong>Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)<\/strong><\/div>\n<div aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\n<div>A SOCERGS \u00e9 uma entidade dedicada \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as card\u00edacas, visando aprimorar a qualidade de vida dos ga\u00fachos. Seu compromisso \u00e9 conscientizar o p\u00fablico sobre a import\u00e2ncia do cuidado com a sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o. Destaca-se por sua transpar\u00eancia e clareza em todas as suas atividades com participa\u00e7\u00e3o ativa de seus s\u00f3cios e l\u00edderes, que contribuem para seu cont\u00ednuo aprimoramento e evolu\u00e7\u00e3o ao longo das gest\u00f5es.<\/div>\n<hr \/>\n<h6><strong>PlayPress | SOCERGS -\u00a0Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul | Marcelo Roxo Matusiak<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidade destaca posicionamento conjunto de sociedades m\u00e9dicas nacionais e chama aten\u00e7\u00e3o para impactos \u00e0 sa\u00fade cardiovascular A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) faz um alerta para a import\u00e2ncia do uso criterioso e baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas da testosterona em mulheres. 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