{"id":84734,"date":"2026-05-11T10:03:04","date_gmt":"2026-05-11T13:03:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=84734"},"modified":"2026-05-11T10:03:14","modified_gmt":"2026-05-11T13:03:14","slug":"emergencia-por-virus-respiratorios-acende-alerta-para-criancas-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/emergencia-por-virus-respiratorios-acende-alerta-para-criancas-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Emerg\u00eancia por v\u00edrus respirat\u00f3rios acende alerta para crian\u00e7as no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta fam\u00edlias sobre sinais de gravidade, vacina\u00e7\u00e3o e cuidados para reduzir a circula\u00e7\u00e3o de influenza e outras s\u00edndromes respirat\u00f3rias<\/em><\/p>\n<p>O aumento expressivo das interna\u00e7\u00f5es por v\u00edrus respirat\u00f3rios colocou o Rio Grande do Sul em estado de emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica e acendeu um alerta especial para o atendimento pedi\u00e1trico. Publicado na quinta-feira, 30\/04, o Decreto n\u00ba 58.754 declara emerg\u00eancia em todo o territ\u00f3rio ga\u00facho por 120 dias para preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento da S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG), com \u00eanfase no cuidado \u00e0s crian\u00e7as. A medida ocorre em meio ao crescimento de 533,3% nas hospitaliza\u00e7\u00f5es por influenza e de 102,7% nas interna\u00e7\u00f5es por S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave entre as semanas epidemiol\u00f3gicas 7 e 10 de 2026.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) chama aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o, da vacina\u00e7\u00e3o contra influenza e da identifica\u00e7\u00e3o precoce dos sinais de gravidade. O decreto tamb\u00e9m aponta aumento de 376,9% nas hospitaliza\u00e7\u00f5es por rinov\u00edrus, percentual que chega a 528,6% entre menores de 12 anos, al\u00e9m de maior circula\u00e7\u00e3o de diferentes v\u00edrus respirat\u00f3rios no Estado.<\/p>\n<p>O presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Marcelo Pavese Porto, explica que as fam\u00edlias precisam observar quando um quadro respirat\u00f3rio deixa de ter evolu\u00e7\u00e3o leve.<\/p>\n<p>\u201c<em>Como em qualquer doen\u00e7a, a prostra\u00e7\u00e3o \u00e9 um dado muito importante. Uma crian\u00e7a que n\u00e3o brinca, que n\u00e3o come e que, mesmo depois de baixar a temperatura, continua muito abatida, precisa ser avaliada. Febre alta, constante, que n\u00e3o baixa adequadamente, especialmente quando associada \u00e0 prostra\u00e7\u00e3o ou muita irritabilidade, tamb\u00e9m exige aten\u00e7\u00e3o. Outro ponto cr\u00edtico \u00e9 a dificuldade respirat\u00f3ria, quando a crian\u00e7a faz esfor\u00e7o para respirar, apresenta respira\u00e7\u00e3o ofegante, r\u00e1pida ou com afundamento abaixo das costelas ou no pesco\u00e7o, principalmente quando est\u00e1 sem febre. Nesses casos, o atendimento m\u00e9dico deve ser imediato\u201d<\/em>, afirma.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico pedi\u00e1trico ocorre porque crian\u00e7as, especialmente as menores de um ano, apresentam maior vulnerabilidade para complica\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias. As vias a\u00e9reas s\u00e3o mais estreitas, o sistema imunol\u00f3gico ainda est\u00e1 em desenvolvimento e a conviv\u00eancia em creches, escolas e outros ambientes coletivos amplia as chances de transmiss\u00e3o de v\u00edrus respirat\u00f3rios.<\/p>\n<p><em>\u201cAs crian\u00e7as s\u00e3o mais vulner\u00e1veis, especialmente abaixo de um ano, mas toda a inf\u00e2ncia merece aten\u00e7\u00e3o. Elas podem internar, necessitar de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e suporte respirat\u00f3rio, porque realmente podem evoluir para quadros graves. Por isso, a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. A vacina n\u00e3o impede totalmente que a crian\u00e7a tenha influenza, mas reduz muito o risco de doen\u00e7a grave, evitando que o quadro evolua para complica\u00e7\u00f5es, necessidade de interna\u00e7\u00e3o e maior risco \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a<\/em>\u201d, salienta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Como parte da resposta \u00e0 emerg\u00eancia, o Governo do Estado informou a previs\u00e3o de abertura de mais de 1,8 mil leitos na Opera\u00e7\u00e3o Inverno Ga\u00facho com Sa\u00fade, incluindo 604 leitos estaduais e 1.277 leitos federais. Segundo a Secretaria Estadual da Sa\u00fade, a formaliza\u00e7\u00e3o do decreto \u00e9 necess\u00e1ria para ampliar o apoio financeiro \u00e0 rede hospitalar e solicitar ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a habilita\u00e7\u00e3o de leitos de UTI adulto e pedi\u00e1trica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-84736 alignleft\" src=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/31-1-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/31-1-400x300.jpg 400w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/31-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/31-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/31-1-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>A SPRS orienta que todas as crian\u00e7as a partir dos seis meses sejam vacinadas contra influenza. Na rede p\u00fablica, a vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para crian\u00e7as de seis meses a menores de seis anos e para outros grupos com condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, mas a recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica se estende tamb\u00e9m \u00e0s crian\u00e7as acima dessa faixa et\u00e1ria, especialmente diante da maior circula\u00e7\u00e3o viral.<\/p>\n<p><em>\u201cToda crian\u00e7a acima dos seis meses de idade precisa fazer a vacina com urg\u00eancia. Este ano, estamos vendo uma explos\u00e3o dos casos de influenza de uma forma mais grave do que em anos anteriores. \u00c9 essencial que os pais se conscientizem e vacinem imediatamente as crian\u00e7as. Mesmo aquelas acima dos seis anos tamb\u00e9m podem apresentar quadros graves e acabar precisando de interna\u00e7\u00e3o, por isso a vacina\u00e7\u00e3o deve ser valorizada\u201d<\/em>, destaca Marcelo Pavese Porto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da imuniza\u00e7\u00e3o, a SPRS orienta que as fam\u00edlias reforcem medidas simples e eficazes no dia a dia. Higiene frequente das m\u00e3os, etiqueta respirat\u00f3ria, ventila\u00e7\u00e3o dos ambientes, uso de m\u00e1scara por pessoas com sintomas respirat\u00f3rios, n\u00e3o compartilhamento de copos e talheres e perman\u00eancia em casa de crian\u00e7as sintom\u00e1ticas ajudam a reduzir a circula\u00e7\u00e3o de v\u00edrus no outono e no inverno.<\/p>\n<p>\u201c<em>Um cuidado muito importante \u00e9 n\u00e3o levar a crian\u00e7a doente para a escola. Sabemos que isso \u00e9 dif\u00edcil e complica a rotina das fam\u00edlias, mas crian\u00e7a com febre ou sintomas respirat\u00f3rios n\u00e3o deve ir para creche ou escola infantil, porque pode disseminar o v\u00edrus para outras crian\u00e7as. Al\u00e9m disso, essa mesma crian\u00e7a est\u00e1 com o sistema imunol\u00f3gico mais fragilizado naquele momento e tamb\u00e9m corre o risco de pegar outro v\u00edrus ou bact\u00e9ria. \u00c9 uma prote\u00e7\u00e3o para os outros e para o pr\u00f3prio filho<\/em>\u201d, orienta Marcelo Porto..<\/p>\n<p>A entidade tamb\u00e9m alerta para o cuidado com beb\u00eas pequenos, especialmente menores de seis meses, que ainda n\u00e3o podem receber a vacina contra influenza. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar locais com aglomera\u00e7\u00e3o e restringir visitas de pessoas com qualquer sintoma respirat\u00f3rio, mesmo quando o quadro parecer leve.<\/p>\n<p><em>\u201cQuem est\u00e1 doente n\u00e3o deve visitar crian\u00e7a pequena, rec\u00e9m-nascido ou m\u00e3es que acabaram de ter beb\u00ea. Mesmo que pare\u00e7a apenas uma rinite, o ideal \u00e9 n\u00e3o ir\u201d<\/em>, completa Marcelo Pavese Porto.<\/p>\n<p>A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul destaca que a vacina\u00e7\u00e3o segue como uma das principais ferramentas de prote\u00e7\u00e3o, sobretudo para crian\u00e7as dentro da faixa et\u00e1ria indicada e demais grupos priorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre a Sociedade de Pediatria do RS<\/strong><\/p>\n<p>A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de m\u00e9dicos precursores da forma\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o esp\u00edrito de seus idealizadores, que, preocupados com os avan\u00e7os da \u00e1rea m\u00e9dica e da pr\u00f3pria especialidade, uniram esfor\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento espec\u00edfico da popula\u00e7\u00e3o infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 s\u00f3cios, e se constitui em orgulho para a classe m\u00e9dica brasileira e, em especial, para a fam\u00edlia pedi\u00e1trica.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>PlayPress | Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul | Reda\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta fam\u00edlias sobre sinais de gravidade, vacina\u00e7\u00e3o e cuidados para reduzir a circula\u00e7\u00e3o de influenza e outras s\u00edndromes respirat\u00f3rias O aumento expressivo das interna\u00e7\u00f5es por v\u00edrus respirat\u00f3rios colocou o Rio Grande do Sul em estado de emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica e acendeu um alerta especial para o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":84735,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-84734","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84734"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84734\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84737,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84734\/revisions\/84737"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}