{"id":86082,"date":"2026-07-02T09:28:59","date_gmt":"2026-07-02T12:28:59","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=86082"},"modified":"2026-07-02T09:29:06","modified_gmt":"2026-07-02T12:29:06","slug":"risco-suicida-na-adolescencia-reconhecer-avaliar-e-agir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/risco-suicida-na-adolescencia-reconhecer-avaliar-e-agir\/","title":{"rendered":"Risco Suicida na Adolesc\u00eancia - Reconhecer, Avaliar e Agir"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adolesc\u00eancia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta para a import\u00e2ncia de reconhecer sinais de sofrimento ps\u00edquico, combater estigmas e garantir cuidado cont\u00ednuo em rede<\/i><\/p>\n<div>\n<p>O cen\u00e1rio atual da sa\u00fade mental na adolesc\u00eancia exige urg\u00eancia. Dados globais e nacionais evidenciam uma escalada cr\u00edtica: nos Estados Unidos, as hospitaliza\u00e7\u00f5es pedi\u00e1tricas por autoles\u00e3o ou tentativa de suic\u00eddio cresceram 163,2% entre 2009 e 2019. No Brasil, o suic\u00eddio j\u00e1 figura como a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, superado apenas por les\u00f5es no tr\u00e2nsito, tuberculose e viol\u00eancias interpessoais. Trata-se de um agravo de sa\u00fade p\u00fablica que, se fosse uma doen\u00e7a infecciosa, seria tratado como surto.<\/p>\n<p>Um dos principais obst\u00e1culos na linha de frente \u00e9 a \"hebofobia\" \u2014 o preconceito e a generaliza\u00e7\u00e3o apressada contra o adolescente. Esse vi\u00e9s faz com que o sofrimento ps\u00edquico grave seja frequentemente minimizado e rotulado como \"pr\u00f3prio da idade\".<\/p>\n<p>Essa minimiza\u00e7\u00e3o ignora a neurobiologia do desenvolvimento adolescente, marcada pela assincronia no amadurecimento cerebral: o sistema l\u00edmbico (centro das emo\u00e7\u00f5es) \u00e9 altamente reativo, enquanto o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal (respons\u00e1vel pelo controle de impulsos e planejamento) ainda est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O acesso precoce e com baixa supervis\u00e3o \u00e0s redes sociais tem se apresentado como fator contribuinte nos agravos de sa\u00fade mental nessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para melhorar a qualidade da assist\u00eancia, mas principalmente os fluxos de acesso no cuidado, \u00e9 imperativo sistematizar o cuidado atrav\u00e9s de quatro etapas pr\u00e1ticas:<\/p>\n<p>1. (Re)conhecer: Identificar sinais de alerta e quebrar o estigma.<br clear=\"none\" \/>2. Avaliar: Dimensionar o risco de autoles\u00e3o de forma t\u00e9cnica e objetiva.<br clear=\"none\" \/>3. Apoiar: Acolher o paciente e a fam\u00edlia, garantindo que n\u00e3o fiquem desamparados no sistema de sa\u00fade.<br clear=\"none\" \/>4. Agir: Implementar um planejamento de seguran\u00e7a imediato.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o isolada na emerg\u00eancia n\u00e3o \u00e9 suficiente. O fluxo de cuidado seguro exige referenciamento psiqui\u00e1trico imediato e monitoramento cont\u00ednuo. Independentemente da gravidade do quadro agudo, o acompanhamento com o Pediatra e o M\u00e9dico de Adolescente (Hebiatra) deve ser mantido, garantindo uma rede de apoio que acolha o paciente de forma integral.<\/p>\n<p aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p aria-hidden=\"true\"><strong style=\"color: initial;\">Sobre a Sociedade de Pediatria do RS<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de m\u00e9dicos precursores da forma\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o esp\u00edrito de seus idealizadores, que, preocupados com os avan\u00e7os da \u00e1rea m\u00e9dica e da pr\u00f3pria especialidade, uniram esfor\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento espec\u00edfico da popula\u00e7\u00e3o infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 s\u00f3cios, e se constitui em orgulho para a classe m\u00e9dica brasileira e, em especial, para a fam\u00edlia pedi\u00e1trica.<\/div>\n<hr \/>\n<h6><strong>PlayPress | SPRS - Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul | Marcelo Roxo Matusiak<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adolesc\u00eancia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta para a import\u00e2ncia de reconhecer sinais de sofrimento ps\u00edquico, combater estigmas e garantir cuidado cont\u00ednuo em rede O cen\u00e1rio atual da sa\u00fade mental na adolesc\u00eancia exige urg\u00eancia. 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