{"id":86920,"date":"2026-08-04T15:21:07","date_gmt":"2026-08-04T18:21:07","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=86920"},"modified":"2026-08-04T15:21:10","modified_gmt":"2026-08-04T18:21:10","slug":"falta-de-aviso-sobre-seguro-agricola-pode-gerar-indenizacao-ao-produtor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/falta-de-aviso-sobre-seguro-agricola-pode-gerar-indenizacao-ao-produtor\/","title":{"rendered":"Falta de aviso sobre seguro agr\u00edcola pode gerar indeniza\u00e7\u00e3o ao produtor"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Conforme especialista, entendimento considera financiamentos em que o banco contratou a cobertura por anos e deixou de emitir nova ap\u00f3lice sem comunicar o mutu\u00e1rio<\/em><\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira que contrata automaticamente o seguro agr\u00edcola por anos pode responder pelas perdas do produtor se deixar de emitir a ap\u00f3lice em um novo financiamento sem aviso pr\u00e9vio. A responsabiliza\u00e7\u00e3o exige a comprova\u00e7\u00e3o de que houve trato sucessivo na contrata\u00e7\u00e3o de seguro vinculado ao financiamento, omiss\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o seguinte e constata\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo na safra financiada.<\/p>\n<p>O advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, explica que obrigar o cliente a adquirir um seguro para obter cr\u00e9dito configura venda casada, pr\u00e1tica proibida pela legisla\u00e7\u00e3o. O caso analisado \u00e9 diferente porque envolve uma rotina criada pela pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o ao longo de sucessivos contratos. Quando o banco emite o seguro em todas as opera\u00e7\u00f5es, lan\u00e7a os pr\u00eamios em conta-corrente e administra a ap\u00f3lice, esse procedimento passa a fazer parte do relacionamento com o produtor. A repeti\u00e7\u00e3o cria a expectativa de que os financiamentos seguintes tamb\u00e9m estar\u00e3o protegidos.<\/p>\n<p>Esse hist\u00f3rico, na avalia\u00e7\u00e3o do advogado, obriga a institui\u00e7\u00e3o financeira a agir com clareza antes de mudar o procedimento. \u201c<em>A boa-f\u00e9 objetiva imp\u00f5e aos contratantes deveres anexos de conduta, entre os quais destacam-se a lealdade, a coopera\u00e7\u00e3o, a transpar\u00eancia e a prote\u00e7\u00e3o m\u00fatua\u201d<\/em>, afirma Ghigino.<\/p>\n<p>O problema aparece quando a institui\u00e7\u00e3o deixa de contratar a ap\u00f3lice em um financiamento posterior e n\u00e3o informa a mudan\u00e7a. \u201c<em>O ponto cr\u00edtico desse entendimento manifesta-se quando a institui\u00e7\u00e3o financeira rompe unilateralmente com essa pr\u00e1tica de anos, deixando de formalizar o seguro na opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito subsequente sem emitir qualquer aviso pr\u00e9vio, tampouco oportunizando ao produtor rural a busca por cobertura alternativa no mercado de seguros\u201d<\/em>, explica Ghigino.<\/p>\n<p>Se a lavoura financiada sofre um dano e a safra \u00e9 frustrada, o produtor precisa demonstrar a liga\u00e7\u00e3o entre a aus\u00eancia do seguro e a perda financeira. Comprovada essa rela\u00e7\u00e3o, a omiss\u00e3o pode caracterizar falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e gerar indeniza\u00e7\u00e3o. Ao retirar a prote\u00e7\u00e3o sem o consentimento ou a ci\u00eancia clara do produtor, o banco passa a responder pelos efeitos dessa mudan\u00e7a, conforme a an\u00e1lise. Nessas condi\u00e7\u00f5es, a institui\u00e7\u00e3o \u201c<em>assume integralmente o risco decorrente da descontinuidade da cobertura securit\u00e1ria\u201d,<\/em> observa o advogado.<\/p>\n<p>A repara\u00e7\u00e3o deve corresponder ao valor que o produtor receberia se a ap\u00f3lice vinculada ao custeio estivesse regularmente contratada. O dever de indenizar depende da comprova\u00e7\u00e3o do hist\u00f3rico dos financiamentos, da omiss\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o e do preju\u00edzo sofrido. Ghigino cita uma an\u00e1lise recente do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul sobre uma situa\u00e7\u00e3o com essas caracter\u00edsticas. A tese reconheceu que a contrata\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e reiterada do seguro pode criar a expectativa de manuten\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o e que a omiss\u00e3o no contrato seguinte pode gerar o dever de indenizar.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 HBS Advogados | AgroEffective |\u00a0Foto: Divulga\u00e7\u00e3o | Texto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme especialista, entendimento considera financiamentos em que o banco contratou a cobertura por anos e deixou de emitir nova ap\u00f3lice sem comunicar o mutu\u00e1rio A institui\u00e7\u00e3o financeira que contrata automaticamente o seguro agr\u00edcola por anos pode responder pelas perdas do produtor se deixar de emitir a ap\u00f3lice em um novo financiamento sem aviso pr\u00e9vio. 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