{"id":87302,"date":"2026-08-25T09:24:06","date_gmt":"2026-08-25T12:24:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=87302"},"modified":"2026-08-25T09:24:09","modified_gmt":"2026-08-25T12:24:09","slug":"quase-9-em-cada-10-pacientes-com-cancer-de-pulmao-com-estagio-conhecido-no-sus-sao-diagnosticados-com-doenca-avancada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/quase-9-em-cada-10-pacientes-com-cancer-de-pulmao-com-estagio-conhecido-no-sus-sao-diagnosticados-com-doenca-avancada\/","title":{"rendered":"Quase 9 em cada 10 pacientes com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o com est\u00e1gio conhecido no SUS s\u00e3o diagnosticados com doen\u00e7a avan\u00e7ada"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Levantamento com 81,4 mil registros entre 2020 e 2026 mostra que 64,2% dos pacientes com estadiamento conhecido j\u00e1 estavam no est\u00e1gio IV; entre aqueles com informa\u00e7\u00e3o sobre o intervalo at\u00e9 o tratamento, 34,2% esperaram mais de 60 dias. Dados refor\u00e7am campanha Agosto Branco do Grupo Brasileiro de Oncologia Tor\u00e1cica (GBOT), que alerta para barreiras da preven\u00e7\u00e3o ao tratamento<\/i><\/p>\n<div>\n<p>Dos 50.098 registros de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o no SUS com informa\u00e7\u00e3o sobre o est\u00e1gio da doen\u00e7a entre 2020 e 2026, 44.042, ou 87,9%, correspondem aos est\u00e1gios III ou IV, as fases mais avan\u00e7adas. Somente no est\u00e1gio IV, quando o c\u00e2ncer j\u00e1 se espalhou para outras partes do organismo, foram 32.162 casos, equivalentes a 64,2% daqueles com estadiamento conhecido. Os dados foram extra\u00eddos do Painel-Oncologia, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e integram o alerta do Grupo Brasileiro de Oncologia Tor\u00e1cica (GBOT) para o Agosto Branco, m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o. No per\u00edodo analisado, o sistema contabilizou 81.421 registros da doen\u00e7a. Em 21.109, o estadiamento aparece como ignorado, enquanto em outros 10.214 consta como n\u00e3o aplic\u00e1vel. O levantamento deve ser interpretado considerando as limita\u00e7\u00f5es da base. Os dados do Painel-Oncologia s\u00e3o atualizados continuamente e os registros mais recentes ainda podem estar em processo de alimenta\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o painel re\u00fane informa\u00e7\u00f5es provenientes dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o do SUS e est\u00e1 sujeito a limita\u00e7\u00f5es como campos sem preenchimento, dados ignorados ou n\u00e3o aplic\u00e1veis e diferen\u00e7as na completude dos registros. Por isso, os n\u00fameros apresentados representam os casos dispon\u00edveis na base no momento da consulta e podem sofrer atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio ajuda a dimensionar um dos principais desafios enfrentados pelo pa\u00eds diante de um tumor para o qual o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estima cerca de 35.380 novos casos por ano no tri\u00eanio 2026-2028. Para o GBOT, reduzir a mortalidade exige ampliar o acesso em diferentes pontos da jornada do paciente, da preven\u00e7\u00e3o e do reconhecimento dos sinais de alerta ao diagn\u00f3stico precoce, cirurgia, radioterapia, testes moleculares e tratamentos adequados \u00e0s caracter\u00edsticas de cada tumor.<\/p>\n<p>De acordo com o oncologista cl\u00ednico Vladmir Cordeiro de Lima, presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Tor\u00e1cica (GBOT), discutir acesso significa olhar para todas as barreiras que interferem no cuidado do paciente e n\u00e3o apenas para a disponibilidade de medicamentos. \u201c<em>Quando falamos em acesso, estamos falando de toda a jornada do paciente. Isso come\u00e7a na informa\u00e7\u00e3o e na preven\u00e7\u00e3o, passa pelo diagn\u00f3stico em tempo oportuno, pela realiza\u00e7\u00e3o dos exames necess\u00e1rios, pela cirurgia, pela radioterapia, pelos testes moleculares e chega ao tratamento mais adequado para cada pessoa. Se qualquer uma dessas etapas falha, o resultado tamb\u00e9m \u00e9 comprometido\u201d<\/em>, observa.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico avan\u00e7ado chega a 92,4% no Centro-Oeste<\/strong><\/p>\n<p>Os dados mostram que o diagn\u00f3stico em est\u00e1gios avan\u00e7ados ocorre em todas as regi\u00f5es, mas com diferen\u00e7as importantes. Considerando somente os registros com estadiamento conhecido, 92,4% dos casos do Centro-Oeste estavam nos est\u00e1gios III ou IV. No Norte, eram 89,7%; no Nordeste, 89,7%; no Sudeste, 88,4%; e no Sul, 84,9%. O est\u00e1gio IV, isoladamente, representava 72,8% dos casos com estadiamento conhecido no Centro-Oeste, 66,3% no Norte, 65% no Sudeste, 64,4% no Nordeste e 60,8% no Sul.<\/p>\n<p>A elevada propor\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a avan\u00e7ada tamb\u00e9m aparece entre homens e mulheres. Entre os homens com estadiamento conhecido, 88,8% estavam nos est\u00e1gios III ou IV. Entre as mulheres, eram 86,9%.Os n\u00fameros refor\u00e7am a necessidade de reduzir as barreiras que retardam a identifica\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e a chegada do paciente aos servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<p><strong>Um em cada tr\u00eas espera mais de 60 dias para tratamento<\/strong><\/p>\n<p>As dificuldades n\u00e3o terminam com o diagn\u00f3stico. Entre 60.312 registros com informa\u00e7\u00e3o sobre o intervalo at\u00e9 o tratamento, 20.607, ou 34,2%, indicavam espera superior a 60 dias. Outros 15.065 pacientes, 25%, iniciaram o tratamento entre 31 e 60 dias, enquanto 24.640, 40,9%, come\u00e7aram em at\u00e9 30 dias. Isso significa que 59,1% come\u00e7aram o tratamento depois dos primeiros 30 dias. A demora tamb\u00e9m aparece entre pacientes diagnosticados em fases em que o tratamento pode ter inten\u00e7\u00e3o curativa. Entre os 2.012 registros de est\u00e1gio I, 1.025, ou 50,9%, tiveram in\u00edcio do tratamento ap\u00f3s mais de 60 dias. No est\u00e1gio II, foram 1.385 dos 2.544 registros, ou 54,4%. Os dados chamam a aten\u00e7\u00e3o porque mostram que identificar o tumor em uma fase inicial \u00e9 apenas parte do desafio. Para que o diagn\u00f3stico precoce se traduza em maior possibilidade de cura, \u00e9 necess\u00e1rio que o paciente tamb\u00e9m consiga avan\u00e7ar rapidamente pelas etapas de investiga\u00e7\u00e3o e chegar ao tratamento indicado.<\/p>\n<p><strong>Acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora o tabagismo continue sendo respons\u00e1vel pela maioria dos casos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, o GBOT pretende ampliar a discuss\u00e3o durante o Agosto Branco para outros fatores de risco ainda pouco conhecidos pela popula\u00e7\u00e3o. Entre eles est\u00e3o exposi\u00e7\u00f5es ocupacionais, polui\u00e7\u00e3o ambiental, fuma\u00e7a de combust\u00edveis utilizados no preparo de alimentos, rad\u00f4nio e outras subst\u00e2ncias potencialmente carcinog\u00eanicas, al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o passiva \u00e0 fuma\u00e7a do cigarro.<\/p>\n<p>A entidade tamb\u00e9m dar\u00e1 continuidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es voltadas especificamente \u00e0s mulheres. Os dados do Painel-Oncologia mostram que elas j\u00e1 representam parcela pr\u00f3xima \u00e0 dos homens entre os registros analisados. Dos 81.421 casos contabilizados entre 2020 e 2026, 39.417, ou 48,4%, eram de mulheres, enquanto 42.004, ou 51,6%, eram de homens.<\/p>\n<p>Segundo a oncologista cl\u00ednica Samira Mascarenhas, presidente eleita do Grupo Brasileiro de Oncologia Tor\u00e1cica (GBOT), ampliar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia t\u00e3o importante quanto oferecer novas tecnologias. \u201c<em>Durante muitos anos o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o ficou restrito \u00e0 mensagem do combate ao tabagismo, que continua sendo fundamental. Mas hoje sabemos que existem outros fatores de risco importantes, especialmente para algumas popula\u00e7\u00f5es. Quanto mais as pessoas conhecem esses riscos e reconhecem os sinais de alerta, maiores s\u00e3o as chances de procurar atendimento em tempo mais oportuno<\/em>\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Acesso ao diagn\u00f3stico precoce<\/strong><\/p>\n<p>O predom\u00ednio de casos avan\u00e7ados refor\u00e7a outro ponto considerado priorit\u00e1rio pelo GBOT, a amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao diagn\u00f3stico precoce. Evid\u00eancias cient\u00edficas consolidaram a tomografia computadorizada de baixa dose como m\u00e9todo capaz de reduzir a mortalidade entre pessoas com alto risco de desenvolver c\u00e2ncer de pulm\u00e3o. O in\u00edcio de um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) para avaliar a implementa\u00e7\u00e3o de um programa de rastreamento no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) \u00e9 considerado um passo importante, mas especialistas ressaltam que o sucesso dessa estrat\u00e9gia depender\u00e1 da capacidade de transform\u00e1-la em uma pol\u00edtica p\u00fablica estruturada e acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Para o GBOT, entretanto, o rastreamento representa apenas uma etapa. A identifica\u00e7\u00e3o precoce de um n\u00f3dulo pulmonar precisa ser acompanhada de acesso r\u00e1pido aos exames complementares, \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica, \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o por equipes especializadas e ao tratamento adequado. Sem essa organiza\u00e7\u00e3o da linha de cuidado, o potencial da estrat\u00e9gia para reduzir a mortalidade fica comprometido. \u201c<em>O rastreamento n\u00e3o pode ser visto apenas como a realiza\u00e7\u00e3o de um exame. Ele precisa fazer parte de uma linha de cuidado organizada, que garanta o encaminhamento r\u00e1pido para investiga\u00e7\u00e3o, confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica e in\u00edcio do tratamento<\/em> quando necess\u00e1rio. \u00c9 isso que realmente tem potencial para reduzir a mortalidade por c\u00e2ncer de pulm\u00e3o\u201d, afirma Samira Mascarenhas.<\/p>\n<p>Para a oncologista, as barreiras ao diagn\u00f3stico come\u00e7am muito antes da realiza\u00e7\u00e3o de exames mais complexos. Em muitos casos, o paciente enfrenta demora para conseguir consultas, realizar exames de imagem, obter a confirma\u00e7\u00e3o anatomopatol\u00f3gica da doen\u00e7a e chegar ao especialista. Esse intervalo pode representar a diferen\u00e7a entre um tumor ainda pass\u00edvel de tratamento curativo e um cen\u00e1rio de doen\u00e7a j\u00e1 disseminada. <em>\u201cQuando falamos em acesso ao diagn\u00f3stico, n\u00e3o estamos nos referindo apenas aos testes moleculares. Estamos falando do tempo entre o surgimento dos sintomas, a suspeita cl\u00ednica, a realiza\u00e7\u00e3o dos exames, a confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e o encaminhamento ao tratamento. Toda essa jornada influencia diretamente o progn\u00f3stico do paciente<\/em>\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Apenas 44% dos oncologistas do SUS relatam acesso regular a teste molecular para ALK<\/strong><\/p>\n<p>As desigualdades persistem quando o diagn\u00f3stico j\u00e1 foi estabelecido. Estudos publicados pelo GBOT na revista cient\u00edfica JCO Global Oncology mostram diferen\u00e7as expressivas entre pacientes atendidos pelo SUS e pela sa\u00fade suplementar no acesso a exames moleculares e terapias-alvo, fundamentais para o tratamento de determinados subtipos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos estudos mostrou que 43,9% dos oncologistas que atuam no SUS relataram acesso regular aos exames necess\u00e1rios para identificar altera\u00e7\u00f5es moleculares como ALK, diante de 93,9% na sa\u00fade suplementar, uma diferen\u00e7a de 50 pontos percentuais. Sem esses testes, pacientes que poderiam se beneficiar de medicamentos desenvolvidos especificamente para determinadas altera\u00e7\u00f5es do tumor podem deixar de ser identificados.<\/p>\n<p>Outro estudo acompanhou 101 pacientes com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o de n\u00e3o pequenas c\u00e9lulas com altera\u00e7\u00e3o no gene ALK. Na primeira linha de tratamento, 22,2% dos pacientes do SUS receberam terapia-alvo, menos da metade dos 53,9% observados na sa\u00fade suplementar.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a tamb\u00e9m apareceu na sobrevida. Tr\u00eas anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, 61,4% dos pacientes atendidos no SUS estavam vivos, ante 87,2% na sa\u00fade suplementar, diferen\u00e7a de 25,8 pontos percentuais. Os resultados, acrescenta Samira Mascarenhas, mostram que os avan\u00e7os da medicina de precis\u00e3o ainda chegam de forma desigual aos brasileiros. \u201c<em>Hoje dispomos de tratamentos capazes de controlar a doen\u00e7a por mais tempo e oferecer melhor qualidade de vida para muitos pacientes. Mas esses benef\u00edcios dependem de uma sequ\u00eancia de etapas, que incluem o paciente chegar ao especialista, realizar os exames adequados, identificar a altera\u00e7\u00e3o molecular e, finalmente, ter acesso ao medicamento recomendado. Quando uma dessas etapas falha, todo o potencial da medicina de precis\u00e3o fica comprometido<\/em>\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Acesso ao tratamento exige uma jornada completa<\/strong><\/p>\n<p>Os registros do Painel-Oncologia tamb\u00e9m ajudam a dimensionar as modalidades de tratamento registradas no SUS. Entre os 81.421 registros de 2020 a 2026, constam 42.149 registros de quimioterapia, 10.214 de cirurgia, 7.439 de radioterapia e 510 de quimioterapia e radioterapia combinadas. Outros 21.109 aparecem sem informa\u00e7\u00e3o de tratamento. A cirurgia correspondeu, portanto, a 12,5% do total de registros, embora esse percentual n\u00e3o possa ser interpretado isoladamente como indicador de acesso, j\u00e1 que a indica\u00e7\u00e3o depende do est\u00e1gio, das caracter\u00edsticas do tumor e das condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas do paciente. De acordo com o INCA, a indica\u00e7\u00e3o de cirurgia (isolada ou combidada com outros tratamentos) chega a 30% dos casos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, ao longo da jornada do paciente no SUS.<\/p>\n<p>O tratamento do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o deixou de seguir um \u00fanico caminho. Dependendo do est\u00e1gio da doen\u00e7a e das caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas do tumor, o paciente pode se beneficiar de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo ou da combina\u00e7\u00e3o dessas estrat\u00e9gias. Nos tumores diagnosticados precocemente, a cirurgia continua sendo uma das principais possibilidades de tratamento com inten\u00e7\u00e3o curativa, frequentemente associada \u00e0 radioterapia ou ao tratamento sist\u00eamico. J\u00e1 nos casos localmente avan\u00e7ados ou metast\u00e1ticos, a incorpora\u00e7\u00e3o de novas modalidades terap\u00eauticas ampliou as possibilidades de controle da doen\u00e7a e de ganho em sobrevida para diferentes perfis de pacientes.<\/p>\n<p>Outro avan\u00e7o importante foi a consolida\u00e7\u00e3o da oncologia de precis\u00e3o, baseada na identifica\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es moleculares espec\u00edficas do tumor. Pacientes com altera\u00e7\u00f5es em genes como EGFR, ALK, ROS1, BRAF, MET, RET, KRAS e NTRK, entre outros, podem ser candidatos a terapias-alvo desenvolvidas para atuar sobre esses mecanismos biol\u00f3gicos. A indica\u00e7\u00e3o depende do perfil molecular identificado nos testes realizados a partir do tumor.<\/p>\n<p>Para o GBOT, esse cen\u00e1rio refor\u00e7a que o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica doen\u00e7a e que ampliar o acesso ao tratamento significa garantir n\u00e3o apenas a disponibilidade de diferentes modalidades terap\u00eauticas, mas tamb\u00e9m os exames necess\u00e1rios para definir qual delas \u00e9 a mais apropriada para cada paciente.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram que discutir acesso ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o exige olhar para toda essa sequ\u00eancia. Quase 88% dos pacientes com estadiamento conhecido chegam aos est\u00e1gios III ou IV, um em cada tr\u00eas registros com informa\u00e7\u00e3o sobre o intervalo at\u00e9 o tratamento indica espera superior a 60 dias e estudos mostram diferen\u00e7a de 50 pontos percentuais no acesso regular a testes moleculares entre oncologistas do SUS e da sa\u00fade suplementar. Reduzir essas dist\u00e2ncias \u00e9 essencial para que os avan\u00e7os obtidos na preven\u00e7\u00e3o, no diagn\u00f3stico e no tratamento se traduzam em melhores resultados para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>SOBRE O GBOT -<\/strong> O Grupo Brasileiro de Oncologia Tor\u00e1cica foi idealizado por m\u00e9dicos oncologistas, cl\u00ednicos e cirurgi\u00f5es, com reconhecida expertise nessa \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. Sua miss\u00e3o \u00e9 produzir conhecimento cient\u00edfico na \u00e1rea da pesquisa cl\u00ednica oncol\u00f3gica. Ao mesmo tempo, estimular os processos de educa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do c\u00e2ncer e a gera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas que auxiliem na compreens\u00e3o da realidade brasileira nesta \u00e1rea, possibilitando o desenvolvimento de estrat\u00e9gias que resultem numa melhoria dos resultados para a sociedade como um todo. Informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"https:\/\/www.gbot.med.br\/\">https:\/\/www.gbot.med.br\/<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>SENSU Consultoria de Comunica\u00e7\u00e3o | Foto: kchungtw<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento com 81,4 mil registros entre 2020 e 2026 mostra que 64,2% dos pacientes com estadiamento conhecido j\u00e1 estavam no est\u00e1gio IV; entre aqueles com informa\u00e7\u00e3o sobre o intervalo at\u00e9 o tratamento, 34,2% esperaram mais de 60 dias. 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