{"id":87618,"date":"2026-09-08T10:19:56","date_gmt":"2026-09-08T13:19:56","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=87618"},"modified":"2026-09-08T10:20:05","modified_gmt":"2026-09-08T13:20:05","slug":"area-de-tomate-cresce-108-em-sp-mas-produtividade-cai-115","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/area-de-tomate-cresce-108-em-sp-mas-produtividade-cai-115\/","title":{"rendered":"\u00c1rea de tomate cresce 10,8% em SP, mas produtividade cai 11,5%"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Safra de inverno termina com 423 mil toneladas mesmo ap\u00f3s avan\u00e7o da \u00e1rea cultivada; regi\u00e3o de Campinas concentra 11,3% da produ\u00e7\u00e3o paulista e produtores buscam aumentar efici\u00eancia por hectare<\/i><\/p>\n<div>\n<p>S\u00e3o Paulo ampliou em 10,8% a \u00e1rea destinada ao tomate de mesa na safra de inverno 2025\/26, mas terminou o ciclo produzindo 1,9% menos. O resultado final divulgado pelo Instituto de Economia Agr\u00edcola (IEA) mostra que a produtividade recuou 11,5%, para 82,3 toneladas por hectare, expondo uma equa\u00e7\u00e3o cada vez mais relevante para o produtor: ocupar mais terra j\u00e1 n\u00e3o significa necessariamente colocar mais tomate no mercado.<\/p>\n<p>O levantamento, realizado pelo IEA em parceria com a Diretoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (CATI), aponta 5,1 mil hectares cultivados e produ\u00e7\u00e3o de 423 mil toneladas de tomate envarado de inverno no estado. A Regional de Campinas responde por 11,3% desse volume, atr\u00e1s apenas de Itapeva, que concentra 58,8%.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre o crescimento da \u00e1rea e a queda do rendimento coloca a produtividade no centro das decis\u00f5es em uma cultura importante e bastante sens\u00edvel \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais. No cintur\u00e3o agr\u00edcola da regi\u00e3o de Campinas, onde est\u00e3o munic\u00edpios como Sumar\u00e9, Monte Mor e Mogi Gua\u00e7u, produtores precisam administrar uma combina\u00e7\u00e3o de custos com irriga\u00e7\u00e3o, fertilizantes, defensivos, m\u00e3o de obra e manejo ao longo de todo o ciclo.<\/p>\n<p>Para Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o resultado da safra chama aten\u00e7\u00e3o justamente porque mostra os limites de uma estrat\u00e9gia baseada apenas na expans\u00e3o da \u00e1rea cultivada. <em>\u201cQuando temos mais hectares plantados e, ainda assim, uma produ\u00e7\u00e3o menor, a discuss\u00e3o necessariamente passa pela efici\u00eancia. O produtor precisa olhar para quanto cada hectare consegue entregar e para o aproveitamento dos recursos que j\u00e1 est\u00e3o sendo utilizados dentro da propriedade\u201d,<\/em> afirma.<\/p>\n<p>No tomate, a \u00e1gua ocupa uma posi\u00e7\u00e3o particularmente importante nessa conta. Oscila\u00e7\u00f5es na disponibilidade h\u00eddrica podem interferir no desenvolvimento das plantas, na forma\u00e7\u00e3o dos frutos e na absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes. Ao mesmo tempo, simplesmente aumentar o volume aplicado n\u00e3o significa necessariamente elevar a produtividade.<\/p>\n<p>Em \u00e1reas de Sumar\u00e9, Monte Mor e Mogi Gua\u00e7u acompanhadas pela Hydroplan-EB, a irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento j\u00e1 faz parte do manejo da cultura. O desafio passa a ser aumentar a efici\u00eancia da \u00e1gua aplicada e mant\u00ea-la dispon\u00edvel por mais tempo na regi\u00e3o explorada pelas ra\u00edzes. \u201c<em>O sistema de irriga\u00e7\u00e3o leva a \u00e1gua at\u00e9 a lavoura, mas existe uma segunda discuss\u00e3o, que \u00e9 o que acontece com essa \u00e1gua depois da aplica\u00e7\u00e3o. Quanto dela permanece dispon\u00edvel para a planta? Quanto \u00e9 efetivamente aproveitado? Quando falamos de produtividade, precisamos considerar tamb\u00e9m essas perdas<\/em>\u201d, explica Carvalho.<\/p>\n<p>Entre as tecnologias utilizadas nessas \u00e1reas est\u00e1 o HB10 Drip, desenvolvido para aplica\u00e7\u00e3o diretamente na \u00e1gua da irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento. A solu\u00e7\u00e3o atua na reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo e busca ampliar a disponibilidade h\u00eddrica para as plantas ao longo do ciclo.<\/p>\n<p>Testes controlados e monitorados anteriormente em lavouras comerciais de tomate apontaram aumento de produtividade entre 8% e 10% nas \u00e1reas tratadas em compara\u00e7\u00e3o ao manejo padr\u00e3o, segundo o engenheiro agr\u00f4nomo M\u00e1rcio Boldrin, da Biog\u00eanese.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do rendimento, o acompanhamento das \u00e1reas indicou plantas mais robustas, folhas maiores e menor murchamento durante per\u00edodos de calor excessivo. Segundo Boldrin, a maior reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua tamb\u00e9m pode favorecer o aproveitamento da aduba\u00e7\u00e3o e reduzir perdas de nutrientes por lixivia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Francisco, tecnologias desse tipo ganham relev\u00e2ncia \u00e0 medida que o produtor passa a analisar n\u00e3o apenas o volume produzido, mas a rela\u00e7\u00e3o entre recursos utilizados e resultado obtido. \u201c<em>\u00c1gua, fertilizante, energia e m\u00e3o de obra t\u00eam custo. Quando conseguimos melhorar o aproveitamento desses recursos, n\u00e3o estamos falando apenas de uma quest\u00e3o agron\u00f4mica, mas econ\u00f4mica. O pr\u00f3ximo avan\u00e7o de produtividade pode estar muito mais em fazer melhor uso da estrutura existente do que simplesmente aumentar a \u00e1rea<\/em>\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros finais da safra paulista refor\u00e7am essa discuss\u00e3o. Enquanto a \u00e1rea avan\u00e7ou 10,8%, o rendimento m\u00e9dio caiu de um ciclo para outro e fechou em 82.324 quilos por hectare. Campinas permanece como a segunda principal regional produtora do estado.<\/p>\n<p>Em uma cadeia na qual produtividade, qualidade e custos influenciam diretamente a rentabilidade da propriedade, o contraste deixa um alerta para as pr\u00f3ximas safras: produzir mais tomate pode depender cada vez menos de ocupar novos hectares e mais de extrair efici\u00eancia de cada hectare j\u00e1 cultivado.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Hydroplan-EB:<\/strong><\/p>\n<p>Com 27 anos de atua\u00e7\u00e3o, a Hydroplan-EB tem como prop\u00f3sito tornar o agroneg\u00f3cio mais sustent\u00e1vel, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Refer\u00eancia global na aplica\u00e7\u00e3o do gel na agricultura, a empresa se destaca tamb\u00e9m no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como \u00f3leos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es em:<a title=\"http:\/\/hydroplan-eb.com\/\" href=\"http:\/\/hydroplan-eb.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" shape=\"rect\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"1\">\u00a0http:\/\/hydroplan-eb.com\/<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Lucky Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Safra de inverno termina com 423 mil toneladas mesmo ap\u00f3s avan\u00e7o da \u00e1rea cultivada; regi\u00e3o de Campinas concentra 11,3% da produ\u00e7\u00e3o paulista e produtores buscam aumentar efici\u00eancia por hectare S\u00e3o Paulo ampliou em 10,8% a \u00e1rea destinada ao tomate de mesa na safra de inverno 2025\/26, mas terminou o ciclo produzindo 1,9% menos. 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