{"id":88236,"date":"2026-10-06T09:19:11","date_gmt":"2026-10-06T12:19:11","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=88236"},"modified":"2026-10-06T09:19:16","modified_gmt":"2026-10-06T12:19:16","slug":"mais-qualificadas-e-conectadas-mulheres-ampliam-seu-protagonismo-no-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/mais-qualificadas-e-conectadas-mulheres-ampliam-seu-protagonismo-no-agro\/","title":{"rendered":"Mais qualificadas e conectadas, mulheres ampliam seu protagonismo no agro"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">A mulher aumentou seu espa\u00e7o na gest\u00e3o das propriedades rurais e dos neg\u00f3cios ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, resultando em maior protagonismo no agro. Se, em 2015, as produtoras ainda relatavam a busca por reconhecimento e inser\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es, hoje apresentam maior qualifica\u00e7\u00e3o, assumem diferentes fun\u00e7\u00f5es, participam de entidades representativas e utilizam tecnologias para ampliar sua autonomia.<\/span><\/p>\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o foi apresentada no painel \u201cPerfil Mulher Agro 2026: Resultados da Pesquisa e a Voz do Campo\u201d, realizado na sexta-feira (2\/10), durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), que marcou a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados de um levantamento que atualiza, dez anos depois, o primeiro diagn\u00f3stico sobre a presen\u00e7a feminina no campo realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (ABAG). O estudo conta com correaliza\u00e7\u00e3o da Serasa Experian, pesquisa da Fran6 Pesquisa e patroc\u00ednio do Sistema FAESP\/SENAR.<\/p>\n<p>Na abertura do painel, Ingo Pl\u00f6ger, presidente da ABAG, destacou a import\u00e2ncia de retomar a pesquisa para compreender a evolu\u00e7\u00e3o dessa participa\u00e7\u00e3o. Gislaine Balbinot, diretora executiva da entidade, ressaltou que o primeiro levantamento enfrentou justamente a dificuldade de identificar essas mulheres, muitas das quais n\u00e3o se reconheciam ou n\u00e3o eram reconhecidas como gestoras das propriedades. \u201c<em>Hoje conseguimos comparar os dois momentos e enxergar o quanto avan\u00e7amos\u201d<\/em>, afirmou. Para ela, a gera\u00e7\u00e3o de conhecimento precisa estar acompanhada de a\u00e7\u00f5es concretas, como as iniciativas da ABAG em conectividade, produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as femininas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da Serasa Experian identificou 10,7 milh\u00f5es de pessoas f\u00edsicas como decisores rurais, considerando pessoas com im\u00f3veis rurais, opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito ou atividades de comercializa\u00e7\u00e3o. Desse universo, 40% s\u00e3o mulheres. O levantamento evidenciou a diversidade regional e et\u00e1ria desse grupo, refor\u00e7ando que n\u00e3o existe um \u00fanico perfil de produtora rural. As caracter\u00edsticas, necessidades e oportunidades variam de acordo com o territ\u00f3rio, a atividade, o porte e as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa segmenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparece na rela\u00e7\u00e3o com o cr\u00e9dito. A inadimpl\u00eancia entre as mulheres foi de 6,8%, abaixo dos 10,8% registrados entre os homens. Elas tamb\u00e9m aparecem em menor propor\u00e7\u00e3o nos registros de ocorr\u00eancias relacionadas a trabalho escravo e desmatamento. \u201c<em>O cruzamento dessas informa\u00e7\u00f5es permite dar visibilidade a uma popula\u00e7\u00e3o que antes estava dispersa em diferentes bases e criar condi\u00e7\u00f5es para que cr\u00e9dito, produtos, servi\u00e7os e capacita\u00e7\u00e3o sejam mais adequados \u00e0s caracter\u00edsticas das produtoras<\/em>\u201d, explicou Sabrina Mu\u00f1oz, gerente executiva de Intelig\u00eancia de Dados da Serasa Experian.<\/p>\n<p>A pesquisa quantitativa, apresentada por Patricia Franceschini, diretora da Fran6 Pesquisa, mostrou mudan\u00e7as significativas tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o e na atua\u00e7\u00e3o profissional. A compara\u00e7\u00e3o entre as 300 mulheres entrevistadas em 2015 e as 311 participantes da edi\u00e7\u00e3o atual revelou que a parcela com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o passou de 24% para 46%, enquanto a propor\u00e7\u00e3o com ensino superior completo subiu de 60% para 77%. A atua\u00e7\u00e3o dentro das propriedades tamb\u00e9m se tornou mais diversificada. Al\u00e9m da administra\u00e7\u00e3o geral, as mulheres passaram a assumir fun\u00e7\u00f5es em recursos humanos, produ\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e comercializa\u00e7\u00e3o e marketing, \u00e1rea que registrou crescimento de 25 pontos percentuais.<\/p>\n<p>A tecnologia aparece como outro elemento de transforma\u00e7\u00e3o. As redes sociais, por exemplo, passaram de uma ferramenta pouco utilizada para um recurso relevante para os neg\u00f3cios: atualmente, cerca de 70% das entrevistadas consideram sua utiliza\u00e7\u00e3o importante. Patricia destacou que as produtoras utilizam os espa\u00e7os digitais de forma diferente, mostrando n\u00e3o apenas aspectos pessoais ou relacionados \u00e0 imagem, mas tamb\u00e9m o cotidiano da produ\u00e7\u00e3o, da gest\u00e3o e do trabalho no campo.<\/p>\n<p>O crescimento profissional, por\u00e9m, n\u00e3o eliminou a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. Pelo contr\u00e1rio, houve aumento da percep\u00e7\u00e3o desse problema entre as mulheres, de acordo com Adelia Franceschini, diretora-geral da Fran6 Pesquisa. \u201c<em>Esse resultado pode estar relacionado tanto \u00e0 perman\u00eancia de comportamentos preconceituosos na sociedade quanto ao fato de as pr\u00f3prias mulheres estarem mais informadas sobre seus direitos e mais conscientes do espa\u00e7o que ocupam<\/em>\u201d, disse. A pesquisa tamb\u00e9m identificou uma lideran\u00e7a feminina com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, marcada pela valoriza\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo, do consenso, do planejamento e de uma vis\u00e3o mais integrada e humanizada do neg\u00f3cio. A atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringe \u00e0 propriedade: mais de dois ter\u00e7os das mulheres s\u00e3o reconhecidas como lideran\u00e7as em suas comunidades.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o pr\u00e1tica dessa transforma\u00e7\u00e3o foi refor\u00e7ada por Juliana Farah, presidente da Comiss\u00e3o Semeadoras do Agro da FAESP, que apresentou a experi\u00eancia da FAESP\/SENAR junto aos pequenos e m\u00e9dios produtores, que representam 68% do universo de produtores rurais brasileiros e concentram uma parcela importante da atua\u00e7\u00e3o feminina. Criada h\u00e1 quatro anos, a Comiss\u00e3o Semeadoras do Agro busca dar visibilidade a mulheres que j\u00e1 estavam presentes no cotidiano das propriedades, mas permaneciam pouco reconhecidas. Em 2025, pela primeira vez em 33 anos, as mulheres representaram mais de 53% das pessoas capacitadas pelo SENAR, resultado que, para Juliana, demonstra a disposi\u00e7\u00e3o crescente das produtoras em buscar conhecimento, assumir responsabilidades e ocupar espa\u00e7os de lideran\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Mec\u00e2nica Comunica\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mulher aumentou seu espa\u00e7o na gest\u00e3o das propriedades rurais e dos neg\u00f3cios ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, resultando em maior protagonismo no agro. 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