Especialista em marketing de influência e diretor de talentos da Viral Nation analisa apostas do mercado que ficaram no radar e continuam ganhando força neste ano
O marketing de influência evolui em ciclos rápidos, mas nem toda tendência anunciada se concretiza no tempo esperado. Em 2025, o mercado viu diversas apostas ganharem destaque em eventos, relatórios e previsões, porém, muitas delas esbarraram em barreiras como maturidade do público, orçamento das marcas ou estrutura das plataformas.
Para o especialista em marketing de influência há mais de dez anos e diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation, algumas dessas ideias não falharam — apenas foram adiadas. “O mercado ainda está digerindo mudanças importantes, como profissionalização dos criadores, uso de dados e integração com vendas. Algumas tendências precisam desse amadurecimento para, de fato, acontecer”, explica. A seguir, ele aponta cinco movimentos que não se consolidaram em 2025, mas têm tudo para ganhar força em 2026.
“Muito se falou em tratar influenciadores como mídia de performance pura em 2025, mas a verdade é que o mercado ainda não estava pronto”, avalia. Segundo ele, métricas inconsistentes entre plataformas e falta de padronização dificultaram esse avanço. “Em 2026, com mais integração de dados, attribution models melhores e creators cada vez mais estratégicos, isso tende a finalmente destravar.”
“Todo mundo falava que os contratos anuais seriam a regra, mas 2025 ainda foi muito pautado por ações pontuais”, diz. Para ele, isso aconteceu por insegurança das marcas diante do cenário econômico. “Em 2026, a tendência é ver relações mais duradouras, porque ficou claro que creator não é mídia descartável e sim construção de marca no médio e longo prazo.”
“Falou-se muito em creator como co-criador, diretor criativo ou consultor, mas poucas marcas realmente deram esse espaço”, afirma. Segundo o especialista, muitas empresas ainda tratam o influenciador apenas como canal de distribuição. “Em 2026, isso deve mudar, porque as marcas estão percebendo que quem entende a audiência de verdade é o creator.”
“A inteligência artificial foi muito citada no marketing de influência em 2025, mas na prática poucas empresas avançaram para usos mais estratégicos”, analisa o especialista. Segundo ele, ferramentas focadas em verificação de brand safety, histórico de comportamento e riscos de imagem dos creators ainda são pouco exploradas, apesar de terem sido amplamente discutidas. “Algumas soluções já começam a surgir nesse sentido, como a VN Secure, mas esse tipo de tecnologia ainda é exceção no mercado. Em 2026, a tendência é que esse olhar mais cuidadoso sobre segurança e contexto cresça junto com a maturidade das campanhas.”
“Muita gente falou sobre influência no topo, meio e fundo do funil, mas a execução ainda foi superficial”, analisa. Segundo ele, em 2025 a maioria das campanhas ainda ficou concentrada em awareness. “Em 2026, a influência tende a ser pensada como parte estrutural da jornada do consumidor, do primeiro contato até a conversão e retenção.”
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