Quanto dinheiro pode se perder dentro do silo?

Tecnologias já disponíveis ajudam a reduzir perdas na armazenagem de grãos

A armazenagem de grãos é uma etapa decisiva para o resultado final da safra. Grande parte das estruturas em operação no Brasil foi construída há mais de duas décadas e, embora continuem funcionando, muitas dessas unidades operam sem atualizações tecnológicas capazes de melhorar o controle do ambiente interno dos silos.

Em estruturas de grande porte, esse cenário pode representar perdas expressivas ao final da safra. Em um silo com capacidade para 100 mil sacas, por exemplo, perdas podem significar entre 4 mil e 7 mil sacas comprometidas. Considerando o preço atual da soja, esse volume pode representar centenas de milhares de reais em prejuízo durante o período de armazenagem.

Segundo o diretor executivo da Qualygran Tecnologia Agroindustrial, Júlio Espel, problemas relacionados ao controle de temperatura e umidade dentro das unidades de armazenagem podem provocar perdas relevantes ao longo do período em que o grão permanece no silo.

Quando ocorrem problemas no ambiente interno do silo, parte dos grãos pode sofrer deterioração ao longo do período de armazenagem. Dependendo das condições, essas perdas podem chegar a algo entre 4% e 7% do volume armazenado”, explica.

Além das perdas diretas provocadas por problemas de umidade e deterioração dos grãos, outros fatores associados ao processo de armazenagem também podem impactar o resultado final da safra.

O avanço tecnológico das colheitadeiras nas últimas décadas aumentou significativamente a velocidade da colheita e o volume de grãos que chegam às unidades de armazenagem em um curto espaço de tempo. Em muitos casos, porém, a estrutura de recepção e secagem dos silos não evoluiu no mesmo ritmo.

“Hoje as colheitadeiras conseguem retirar grandes volumes de grãos da lavoura em pouco tempo. Esses grãos chegam às unidades de armazenagem ainda com níveis de umidade elevados, e a estrutura existente nem sempre consegue realizar a secagem de forma eficiente”, explica Espel.

Para enfrentar esse desafio, tecnologias voltadas ao controle do ambiente dentro das unidades de armazenagem já estão disponíveis. Entre elas está o Smart Dryer System (SDS), desenvolvido pela Qualygran, que resolve o problema de secagem do grão acionando a aeração e permitindo realizar a secagem diretamente no silo com maior eficiência e menor consumo de energia. Outra solução é o homogeneizador automático de grãos, instalado na parte superior da unidade de armazenagem, que distribui os grãos de forma uniforme dentro do silo, evitando acúmulos que dificultam a circulação do ar e podem provocar deterioração durante o período de armazenagem.

Apesar da disponibilidade dessas tecnologias, muitas unidades de armazenagem ainda operam sem esse tipo de atualização. Espel observa que, historicamente, grande parte dos investimentos do produtor rural esteve concentrada na lavoura.

Nos últimos anos houve um avanço enorme em máquinas, genética e manejo da lavoura. A armazenagem, muitas vezes, acabou ficando em segundo plano. Hoje o produtor precisa perceber que todo o sistema produtivo está interligado. Melhorar o ambiente dentro do silo também tem impacto direto no resultado financeiro da safra”, afirma.

Na Expodireto 2026, a Qualygran apresenta um conjunto de tecnologias voltadas à modernização de silos e unidades de armazenagem, com foco na redução de perdas e aumento expressivo de lucros e na melhoria da qualidade dos grãos armazenados.


AgroPress 

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