Especialista reúne dicas para empresas e profissionais equilibrarem descontração, produtividade e respeito no ambiente corporativo durante a Copa
A Copa do Mundo costuma transformar a rotina das empresas, trazendo um clima mais leve ao ambiente corporativo com jogos transmitidos no escritório, horários flexibilizados e interações mais informais entre colegas. Mas, junto com a descontração, também surgem desafios relacionados à convivência, respeito às diferenças e manutenção da produtividade.
Para especialistas, o período exige equilíbrio entre integração e responsabilidade profissional. A recomendação é que empresas estabeleçam orientações claras para evitar excessos e situações constrangedoras durante os jogos. “Quando existe alinhamento prévio sobre horários, funcionamento das equipes e comportamentos esperados, a experiência tende a ser mais positiva para todos”, afirma Isis Borge, sócia diretora da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em staff loan.
Confira abaixo algumas orientações práticas da Isis para empresas e colaboradores durante o período da Copa:
A recomendação é que as empresas definam previamente quais jogos poderão ser acompanhados, como funcionarão compensações de horas e quais áreas precisarão manter operação integral. Segundo Isis, a previsibilidade ajuda a evitar improvisos e reduz impactos na rotina de trabalho.
Brincadeiras e rivalidades esportivas podem fazer parte do momento, mas comentários ofensivos ou provocações que gerem constrangimento ultrapassam o limite da informalidade saudável. Questões relacionadas a gênero, nacionalidade, aparência, religião ou orientação sexual devem ficar fora do ambiente corporativo.
Especialistas defendem que confiar apenas no bom senso pode gerar interpretações diferentes entre áreas e lideranças. Por isso, orientações objetivas sobre horários, pausas, uso de espaços comuns e condutas esperadas ajudam a prevenir conflitos e sensação de privilégios.
Permitir transmissão de jogos, pausas coletivas ou ajustes na jornada pode funcionar bem desde que entregas, atendimento a clientes e atividades críticas continuem preservados. O ideal é que as equipes combinem previamente como manter a operação organizada nos dias de partida.
A participação em bolões, confraternizações e transmissões deve ser opcional. “A integração não pode virar uma obrigação social dentro da empresa”, reforça Isis. Criar alternativas para quem prefere manter a rotina normal também contribui para um ambiente mais inclusivo.
Gestores têm papel importante na construção do clima organizacional durante a Copa. Participar das ações sem perder a postura profissional ajuda a mostrar que momentos de descontração podem coexistir com responsabilidade e respeito às regras estabelecidas.
A decisão sobre liberar ou restringir bebidas alcoólicas deve considerar o perfil da operação e os riscos envolvidos. Em setores industriais, logísticos, de saúde ou atendimento, por exemplo, a tendência é de regras mais rígidas. Independentemente da escolha, a orientação precisa ser clara para todos.
Momentos de descontração podem fortalecer vínculos entre equipes, mas também evidenciar questões já existentes, como exclusão, falta de respeito ou dificuldade de convivência entre áreas. Por isso, o período pode servir como termômetro da cultura organizacional.
Antes dos jogos, o RH deve informar de maneira objetiva como ficará a jornada de trabalho, se haverá compensação de horas, quais setores terão exceções e quais comportamentos não serão tolerados. Transparência reduz conflitos e melhora o alinhamento entre colaboradores.
Para Isis, empresas que conseguem equilibrar integração, respeito e responsabilidade tendem a transformar a Copa em uma oportunidade positiva de fortalecimento do clima organizacional, sem comprometer produtividade ou relações profissionais.
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