Nutricionista destaca que alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento multiprofissional são fundamentais para combater o excesso de peso entre crianças e adolescentes
A obesidade infantil tem se consolidado como um importante desafio de saúde na Região Sul. No Rio Grande do Sul, por exemplo, dados parciais de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 39% das crianças de 0 a 9 anos apresentam excesso de peso. Entre os fatores associados a esse cenário está o consumo de alimentos ultraprocessados, que já representam pelo menos 20% da alimentação diária dos moradores da região, segundo estudo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens/USP). Somam-se a isso o excesso de tempo em frente às telas, a redução das atividades físicas e hábitos culturais locais, como o consumo frequente de churrasco, embutidos e doces tradicionais. Diante desse contexto, a Hapvida destaca a importância da prevenção e da construção de hábitos saudáveis desde a infância.
A obesidade infantil tem avançado na Região Sul impulsionada por uma combinação de fatores ligados à alimentação e ao estilo de vida. Além do consumo crescente de alimentos ultraprocessados, do excesso de tempo em frente às telas e da redução das atividades físicas, hábitos culturais da região, como o consumo frequente de churrasco, embutidos e doces tradicionais, também podem contribuir para esse cenário. Diante desse contexto, a Hapvida destaca a importância da prevenção e da construção de hábitos saudáveis desde a infância.
Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 14% das crianças brasileiras menores de cinco anos acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apresentam sobrepeso ou obesidade. Para a nutricionista da Hapvida, Daniela Buttelli Szeckir, o aumento dos casos está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida das famílias. “Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão o maior consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast food, além da redução da atividade física e do aumento do tempo em frente às telas”, explica.
Na Região Sul, características culturais também merecem atenção. O consumo frequente de churrasco, carnes mais gordurosas, embutidos e doces tradicionais faz parte da identidade local, mas pode ser adaptado sem abrir mão da tradição. A recomendação é optar por cortes magros, ampliar a presença de saladas e legumes nas refeições, controlar o tamanho das porções e incentivar atividades físicas em família. “É possível preservar a cultura alimentar regional e, ao mesmo tempo, promover saúde e prevenir a obesidade infantil”, destaca Daniela.
As consequências para a saúde podem aparecer ainda durante a infância e se estender para a vida adulta. Entre as mais comuns estão cansaço, dificuldade para a prática de atividades físicas, alterações da pressão arterial, aumento do colesterol e resistência à insulina. O quadro também pode trazer reflexos para o bem-estar emocional, influenciando a autoestima e a qualidade de vida.
Quando não tratada adequadamente, a condição pode acompanhar a criança ao longo da vida. “No longo prazo, aumenta o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer”, destaca Daniela. A nutricionista ressalta ainda que a obesidade na infância está associada a um maior risco de permanência do excesso de peso na adolescência e na vida adulta.
A identificação precoce é um dos principais aliados no enfrentamento do problema. Os pais e responsáveis devem observar sinais como ganho acelerado de peso, aumento excessivo da circunferência abdominal e dificuldade na realização de atividades físicas. O acompanhamento regular do crescimento e do Índice de Massa Corporal (IMC) infantil também é recomendado para monitorar a saúde da criança.
A prevenção passa, principalmente, pela construção de hábitos saudáveis dentro de casa. A orientação é priorizar o consumo de frutas, verduras, legumes, feijões e alimentos minimamente processados, além de reduzir a oferta de refrigerantes, doces, salgadinhos e outros produtos ultraprocessados. Também é importante estimular a prática regular de atividades físicas, estabelecer horários para as refeições, garantir uma rotina adequada de sono e limitar o tempo de uso de telas.
O combate à obesidade infantil exige ainda a participação conjunta de diferentes atores. Para a nutricionista, família, escola e profissionais da saúde desempenham papéis complementares na formação de hábitos saudáveis. Enquanto os responsáveis influenciam diretamente as escolhas alimentares e comportamentais das crianças, as instituições de ensino podem contribuir com ações de educação nutricional e incentivo à prática esportiva. Já as equipes de saúde atuam na prevenção, identificação precoce e acompanhamento dos casos.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.
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