Dia Nacional da Habitação: Brasil apresenta avanços em relação ao déficit habitacional, mas problemas de inadequação das moradias persistem

Apesar da queda no déficit, a inadequação habitacional segue como um dos principais problemas nas moradias brasileiras

Celebrado no dia 21 de agosto, o Dia Nacional da Habitação reforça o debate sobre o direito à moradia digna e políticas públicas para todos. Em um ano marcado por decisões relevantes do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), é importante debater o impacto que essas mudanças geram para as questões habitacionais. Para Alexandre Medeiros, diretor da Casin Conquista e especialista em mercado imobiliário, a principal força para essa mudança reside nas habitações populares e na capacidade dos municípios de gerir o contexto como um todo.

“O desafio habitacional das cidades também passa pela capacidade de reaproveitar áreas já consolidadas, com transporte, comércio, serviços e equipamentos públicos”, acrescenta Medeiros. Ainda sobre a nova atualização do MCMV, o novo teto das faixas permite que, em algumas cidades, destrave áreas paradas ou subutilizadas, ao mesmo tempo em que pressiona o preço dos terrenos, especialmente em regiões com maior potencial de desenvolvimento urbano.

De acordo com dados da Fundação João Pinheiro, o déficit habitacional no Brasil caiu para 5,77 milhões de moradias em 2024, o menor número desde o início da série histórica pesquisada pela Fundação, iniciada em 2016. Apesar de mais moradias estarem sendo construídas, é importante assegurar qualidade. Nesse contexto, a inadequação habitacional aumentou 4,34% e atingiu 27, 6 milhões de domicílios urbanos.

Na visão do diretor da Casin Conquista, parte da solução para resolver o problema da inadequação passa pelo MCMV, que hoje é o principal motor da produção habitacional e um dos pilares do desenvolvimento do mercado imobiliário nacional. “Com as alterações do programa, ele deixou de ser uma política habitacional voltada às camadas de menor renda e passou a exercer um papel mais estratégico na dinâmica do mercado como um todo”, destaca.

Para consolidar ainda mais a atuação do Programa, a carteira de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal alcançou a marca histórica de R$ 1 trilhão em junho de 2026, crescimento superior a 14% em 12 meses. O resultado reforça a força do financiamento habitacional no país e evidencia o protagonismo do MCMV, que segue sustentando o mercado mesmo em um cenário de juros elevados. Para Medeiros, a habitação de interesse social tem se mostrado o segmento mais resiliente do setor imobiliário. Acompanhando o recorde da instituição financeira, cerca de três mil contratos são firmados diariamente e mais de R$ 1 bilhão é liberado por dia em financiamentos habitacionais.

Enquanto os segmentos de médio e alto padrão seguem mais sensíveis ao comportamento da taxa Selic, o Minha Casa, Minha Vida mantém um ritmo consistente de contratações. “Isso porque as taxas de financiamento do programa são definidas pelas regras do FGTS, reduzindo os impactos das oscilações dos juros sobre o comprador. O comprador de médio padrão costuma adiar a decisão esperando uma redução dos juros. Já quem se enquadra no Minha Casa, Minha Vida consegue contratar porque a prestação cabe no orçamento desde o início e permanece compatível com a renda da família”, finaliza.

 

Sobre a Casin Conquista

A Casin Conquista é uma empresa dedicada a investimentos em projetos estruturados de moradia financeiramente acessível. Atua como investidora em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), priorizando a solidez dos parceiros, a eficiência dos modelos de governança e o controle de riscos. A empresa busca contribuir para o desenvolvimento urbano por meio de iniciativas com viabilidade técnica, escala e impacto positivo nas cidades.


Camejo Comunicação

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