Entidade defende critérios técnicos e independência regulatória na escolha da presidência da autarquia
O Instituto Empresa manifesta preocupação com a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por critérios que parecem mais alinhados à lógica política do que à avaliação técnica e de mercado. A CVM é uma autarquia que desempenha papel crítico na regulação, fiscalização e integridade do mercado de capitais brasileiro, e sua liderança deve inspirar confiança, independência e competência técnica acima de alinhamentos partidários.
“A nomeação de dirigentes por afinidade política, ainda que legal, pode minar a percepção de autonomia regulatória e fragilizar a credibilidade do Brasil diante de investidores domésticos e internacionais”, afirma Eduardo Silva, presidente do Instituto Empresa. Segundo ele, em um momento em que o mercado de capitais busca consolidar seu desenvolvimento, com maior participação de empresas e investidores individuais, é essencial que os principais órgãos reguladores, como a CVM, sejam guiados por critérios técnicos rigorosos, meritocracia e compromisso com melhores práticas de supervisão.
“Reforçamos que a independência da regulação é um pilar de um ambiente de negócios estável e previsível, condição essencial para atrair investimentos, proteger acionistas e fortalecer a governança corporativa no Brasil. O Instituto Empresa espera que o processo de indicação e sabatina no Senado priorize essas qualidades e zelar pelo interesse do mercado e da economia como um todo”, conclui.
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