Nota Técnica sobre coqueluche: reforço nas medidas de prevenção e controle no Rio Grande do Sul

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) de forma conjunta com a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação Gaúcha de Otorrinolaringologia (ASSOGOT-CCF) alertam para importância de intensificar a vigilância à doença

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação Gaúcha de Otorrinolaringologia (ASSOGOT-CCF) reforçam o alerta sobre o aumento global de casos de coqueluche, doença respiratória de alta transmissibilidade, especialmente em lactentes. As entidades endossam as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) sobre a importância da vacinação e das medidas de controle da doença.

De acordo com os dados epidemiológicos mais recentes, até 10 de janeiro de 2025, o Brasil registrou 6.504 casos de coqueluche, com destaque para os menores de 1 ano, que representam grande parte das hospitalizações e óbitos. Em 2024, o número de mortes entre crianças desta faixa etária foi alarmante, com 24 óbitos confirmados. A vacina permanece a principal estratégia de prevenção, e a recomendação é a intensificação das coberturas vacinais para crianças, adolescentes e gestantes, sobretudo em face do aumento da circulação da bactéria Bordetella pertussis, causadora da coqueluche.

O momento exige uma ação conjunta para intensificar a conscientização sobre a patologia, melhorar a cobertura vacinal e assegurar que todos os grupos de risco, como as gestantes e os profissionais de saúde, estejam protegidos.

Além disso, as instituições destacam a relevância de medidas de vigilância e a detecção precoce de casos suspeitos, com a imediata notificação às autoridades sanitárias, para que possam ser adotadas estratégias eficazes de contenção da doença.

 

Sobre a Sociedade de Pediatria do RS

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.


PlayPress | SPRS – Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul | Redação: Marcelo Matusiak

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