Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) alerta para impacto do sedentarismo e reforça importância da prevenção
Aproximadamente 1,8 bilhão de adultos, o equivalente a 31% da população adulta mundial, não atingiram os níveis recomendados de atividade física em 2022, aumentando o risco de doenças crônicas. Os dados, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram ainda um crescimento de 5 pontos percentuais no sedentarismo entre 2010 e 2022, com projeção de que a taxa de inatividade chegue a 35% até 2030, sinalizando um cenário preocupante para a saúde global (Fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS).
O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), que destaca a prática regular de exercícios e a alimentação equilibrada como pilares fundamentais na prevenção das doenças cardiovasculares, ainda líderes em mortalidade no Brasil e no mundo. Estudos indicam que até 80% dos eventos cardiovasculares poderiam ser evitados com hábitos saudáveis adotados de forma consistente.

Para o médico cardiologista Dr. Ricardo Stein, os números evidenciam a dimensão do desafio. “Hoje, os dados mais recentes mostram um quadro preocupante em relação ao sedentarismo. Quando olhamos por sexo, isso representa aproximadamente 29% dos homens e 32% das mulheres, com variações conforme as diferentes regiões do planeta. Só nas Américas, são cerca de 1,4 milhão de pessoas nessa condição. É um número expressivo, que evidencia o quanto ainda precisamos avançar na promoção de hábitos de vida mais ativos para reduzir o impacto das doenças cardiovasculares”, destacou.
A inatividade física está diretamente associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e diversos tipos de câncer. Diante desse cenário, a OMS recomenda que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana, como forma de reduzir esses riscos e melhorar a qualidade de vida.
A tendência global também preocupa. A inatividade física cresceu de cerca de 26% em 2010 para 31% em 2022, indicando que o mundo está fora do ritmo necessário para atingir as metas de redução do sedentarismo. No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador, com o país figurando entre os mais sedentários da América Latina e ocupando posições elevadas no ranking mundial, com impacto direto no número de mortes associadas a esse fator (Fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS).
A SOCERGS orienta que pequenas mudanças já fazem diferença, como incluir caminhadas na rotina, praticar exercícios de forma regular e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, priorizando uma alimentação mais natural. Essas atitudes contribuem não apenas para a prevenção, mas também para o controle de fatores de risco como hipertensão, obesidade e diabetes.
Em caso de suspeita de doença ou risco cardiovascular, procure um médico cardiologista. Outras informações podem ser obtidas no site da entidade www.socergs.org.br
Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)
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