Com inflação projetada em 5,3% e desaceleração da economia no segundo semestre, especialista explica como identificar prejuízos invisíveis e reorganizar o orçamento
Pagar as contas em dia nem sempre significa que a vida financeira está saudável. Com uma inflação persistente, juros elevados e expectativa de desaceleração da economia no segundo semestre, muitos brasileiros podem estar perdendo dinheiro sem perceber, seja pelo aumento do custo de vida, pela falta de planejamento ou pela ausência de uma estratégia de construção de patrimônio.
O alerta acontece em um momento de pressão crescente sobre o orçamento das famílias. A expectativa do mercado é de que a inflação encerre 2026 em 5,3%, acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Ao mesmo tempo, 81,6% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, o maior percentual da série histórica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), evidenciando o impacto da economia brasileira sobre as finanças pessoais.
Para André Bobek, CEO da Mhydas Planejamento Financeiro e consultor financeiro eleito o 11º melhor do mundo pelo MDRT (Million Dollar Round Table), um dos principais erros é associar saúde financeira apenas à capacidade de pagar as contas. “Existe uma diferença entre sobreviver financeiramente e construir patrimônio. Muitas pessoas não estão inadimplentes, mas estão perdendo poder de compra e deixando de acumular riqueza porque não conseguem fazer o dinheiro crescer acima da inflação”, afirma.
Cinco sinais de alerta e o que fazer para evitar perdas financeiras:
Seu patrimônio cresce menos do que a inflação
Manter dinheiro parado ou concentrado em aplicações que não acompanham a alta dos preços pode representar perda de poder de compra ao longo do tempo.
Segundo André Bobek, muitas pessoas acreditam que preservar dinheiro é simplesmente não perder nominalmente, quando, na prática, o patrimônio precisa crescer acima da inflação para manter seu valor real.
Para evitar esse cenário, o especialista recomenda revisar periodicamente os investimentos e garantir que eles estejam alinhados aos objetivos e ao perfil de risco de cada pessoa. Também é importante diversificar os recursos e acompanhar a rentabilidade real, e não apenas o rendimento nominal.
A renda aumenta, mas o patrimônio continua estagnado
Outro sinal de alerta é quando aumentos salariais ou crescimento do faturamento são acompanhados pelo aumento do padrão de consumo.
Segundo Bobek, esse comportamento é conhecido como inflação do estilo de vida e impede a formação de patrimônio no longo prazo.“Ganhar mais não significa necessariamente enriquecer. Se toda renda adicional é absorvida por novos gastos, o resultado é que a pessoa trabalha mais, mas continua no mesmo lugar financeiramente”, explica.
A recomendação é transformar parte de todo aumento de renda em investimento. O especialista sugere estabelecer um percentual fixo para construção de patrimônio antes mesmo de ampliar despesas e consumo.
Todo imprevisto se transforma em uma crise financeira
Problemas com o carro, gastos médicos ou despesas inesperadas fazem parte da vida. Quando esses eventos levam imediatamente ao endividamento, é sinal de que a estrutura financeira está vulnerável.
Para Bobek, a ausência de uma reserva de emergência é um dos principais fatores que comprometem a saúde financeira das famílias.
Segundo o CEO, o ideal é construir uma reserva capaz de cobrir entre seis e doze meses das despesas essenciais, priorizando aplicações de alta liquidez.
O crédito passou a financiar a rotina
Quando cartão de crédito, parcelamentos e empréstimos são utilizados para pagar despesas recorrentes, existe um desequilíbrio entre renda e padrão de vida.
Bobek explica que o problema não está no uso do crédito em si, mas na dependência dele para sustentar gastos do cotidiano.
“O crédito deve ser uma ferramenta de planejamento e não um mecanismo de sobrevivência financeira. Quando ele se torna parte da renda, o risco de perda de controle aumenta consideravelmente”, diz.
Entre as medidas recomendadas pelo especialista estão mapear todas as dívidas, renegociar juros mais altos e eliminar gastos que não sejam essenciais até que a situação volte ao equilíbrio.
Você não sabe exatamente para onde o dinheiro está indo
Outro erro financeiro é administrar o orçamento apenas pela percepção. “Quem não conhece seus números dificilmente consegue construir patrimônio. É impossível melhorar aquilo que não é medido”, afirma Bobek.
Para ele, o primeiro passo é entender com clareza quanto entra, quanto sai e quais despesas realmente fazem sentido dentro da realidade da família.
É recomendado registrar receitas e gastos mensalmente, revisar assinaturas e despesas recorrentes e estabelecer metas financeiras de curto, médio e longo prazo.
Para Bobek, atualmente, com a inflação elevada, juros altos e crescimento econômico mais lento, a diferença entre ganhar e perder dinheiro está menos relacionada à renda e mais à forma como ela é administrada.
“Construção de patrimônio não é resultado de decisões isoladas, mas da capacidade de transformar disciplina financeira em estratégia. Quem conhece seus números, se prepara para os imprevistos e faz o dinheiro trabalhar de forma eficiente consegue atravessar cenários econômicos desafiadores com muito mais segurança”, conclui o especialista.
Sobre a Mhydas Planejamento Financeiro
A Mhydas Planejamento Financeiro está entre as empresas que mais crescem no Paraná e no Brasil. Com mais de 50 consultores financeiros, a empresa tem escritórios físicos em Ponta Grossa, Londrina, Campinas com atuação a nível nacional. Fundada por André Bobek, consultor eleito melhor vendedor de seguro de vida no Brasil por dois anos consecutivos (2019, 2020), consultor financeiro TOP Global, eleito 11º melhor do mundo, recordista do “State Insurance Sales” e membro do Million Dollar Round Table (MDRT), a Mhydas atua na educação, planejamento e melhoria da qualidade de vida por meio de consultoria financeira e tem a patente do Consórcio Multi Versátil. Saiba mais em: https://mhydas.com.br/
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