Ciclo no Rio Grande do Sul começa em janeiro com foco em genética, valorização da lã e da carne ovina
O ciclo de feiras de verão da ovinocultura no Rio Grande do Sul inicia em janeiro com expectativa positiva entre criadores, técnicos e entidades do setor. A sequência de eventos ocorre em um cenário de melhora nos preços da lã e da carne ovina, o que reacende o interesse por investimentos em genética e qualificação dos rebanhos.
A programação no Estado começa com a 18ª Agrovino, de 13 a 17 de janeiro, em Bagé (RS). Na sequência, ocorre a 48ª Feira de Ovinos de Verão, de 22 a 24 de janeiro, em Sant'Ana do Livramento (RS). O calendário segue com a 42ª Feovelha, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro, em Pinheiro Machado (RS), continua com a 48ª Expofeira de Ovinos de Verão, de 4 a 8 de fevereiro, em Herval (RS), e se encerra com a 52ª Exposição de Ovinos Meia Lã, em Jaguarão (RS), de 27 de fevereiro a 1º de março.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edemundo Gressler, o momento é de retomada gradual, mas consistente. “Estamos observando uma melhora clara no mercado da lã, especialmente das lãs mais finas, que voltaram a ter valorização e remuneração mais significativa ao produtor. Não é um cenário de euforia, mas é um avanço importante em relação ao que vivíamos”, avalia.
Na cadeia da carne ovina, o cenário também é favorável. Segundo Gressler, o preço do quilo do cordeiro tem girado em torno de R$ 14, patamar considerado positivo para a atividade. “A valorização da carne ovina, somada à recuperação do preço da lã, cria um ambiente mais seguro e atrativo para o produtor. Isso nos coloca diante de um novo momento da ovinocultura como atividade com boa remuneração dentro do agro”, observa.
Esse contexto, conforme o dirigente, se reflete diretamente no papel das feiras de verão. “Quando o mercado reage, o investimento volta. E o investimento passa, principalmente, pela aquisição de reprodutores e matrizes superiores, animais selecionados, avaliados por técnicos e que representam o avanço genético dos rebanhos”, explica.
Gressler destaca que as feiras concentram o que há de melhor na produção ovina. “O produtor leva para a exposição os seus melhores animais. É uma oportunidade única para quem busca genética de alto nível, tanto para produção de lã quanto de carne. As feiras de verão cumprem exatamente esse papel de conectar o momento do mercado com a necessidade de investimento em genética”, afirma.
Além da comercialização e dos julgamentos, o presidente da Arco ressalta a importância institucional e social dos eventos. “As exposições envolvem muito mais do que negócios. Elas reúnem campeonatos, julgamentos, mostras de artesanato e toda uma estrutura que exige dedicação dos sindicatos e entidades organizadoras. Fazer uma feira não é simples, e esse trabalho precisa ser reconhecido”, pontua.
Outro fator que reforça a relevância do calendário é o alinhamento com o período reprodutivo dos rebanhos. “Muitos plantéis estão em fase de encarneiramento ou entrarão nesse período entre janeiro e março. A compra de reprodutores agora é estratégica, porque se encaixa diretamente no ciclo produtivo”, explica Gressler.
Para o dirigente, as feiras de verão consolidam um chamado claro ao produtor. “O momento positivo da ovinocultura nos conduz ao investimento em genética. Manter a qualidade das lãs, avançar na precocidade dos cordeiros e acelerar o ganho de peso são objetivos que só se alcançam com genética. É isso que esse ciclo de exposições oferece”, resume.
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