Comunidade judaica gaúcha realiza ato público em memória aos três anos de 7 de outubro

Organizada pela FIRS e por entidades judaicas do Rio Grande do Sul, homenagem reuniu 300 pessoas na Praça Maurício Cardoso, em Porto Alegre

A comunidade judaica do Rio Grande do Sul se reuniu nesta quarta-feira (07/10), na Praça Maurício Cardoso, em Porto Alegre, para um ato público em memória aos três anos dos ataques de 7 de outubro de 2023. Organizada pela Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) e por entidades judaicas do Estado, a homenagem reuniu 300 pessoas em um momento de memória, reflexão e união.

A cerimônia contou com orações, homenagens às vítimas, manifestações de representantes da comunidade judaica e pronunciamentos de autoridades. Lideranças religiosas, representantes do poder público, integrantes da sociedade civil e membros da comunidade participaram do encontro.

Ao longo do ato, as mensagens reforçaram a importância de preservar a memória do 7 de outubro, transmitir seu significado às próximas gerações e reafirmar o compromisso com a paz, a dignidade humana e o enfrentamento ao ódio e ao antissemitismo.

Presidente da FIRS, Daniela Russowsky Raad destacou o impacto que a data segue tendo sobre as comunidades judaicas três anos depois. “Acordei com um nó na garganta. Eu tenho certeza de que cada um lembra onde estava e da sensação daquele dia. Mais de 1.200 assassinatos, 251 pessoas sequestradas, arrancadas de suas casas e de suas vidas. Vidas completamente interrompidas em razão do ódio e da discriminação. É duro, é terrível reviver o horror de 7 de outubro”, afirmou.

Para Daniela, realizar a homenagem em um espaço público de Porto Alegre também teve o significado de compartilhar essa memória com a sociedade. “A intolerância não está batendo na nossa porta. Essa porta foi escancarada há três anos. O combate ao extremismo não pode ser de um grupo apenas, é uma responsabilidade de todos que acreditam em uma sociedade livre”, acrescentou.

O ato teve ainda momentos de oração pelas vítimas, pelos soldados e pela paz em Israel. No encerramento, foram executados o Hino Nacional Brasileiro e o Hatikva, hino de Israel, seguidos por uma Harkadá, dança coletiva que marcou o fim da cerimônia com uma mensagem de união, identidade e continuidade.

Uma memória que permanece

Em 7 de outubro de 2023, os ataques terroristas contra Israel deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e 251 sequestradas, entre crianças, idosos e civis. O episódio marcou profundamente Israel e comunidades judaicas em diferentes partes do mundo.

Três anos depois, para a FIRS e as entidades judaicas do Rio Grande do Sul, manter viva essa memória também significa refletir sobre seus impactos e sobre o crescimento das manifestações de antissemitismo observado desde então.

“O 7 de outubro foi um divisor de águas e talvez seja por isso que ainda hoje eu acorde com esse nó na garganta. Só nessa semana vimos judeus sendo atacados, jovens que pensam duas vezes antes de expor que são judeus. Que estejamos entre os primeiros a não silenciar, a intervir e buscar fazer o certo quando as coisas estão erradas. Três anos depois, o 7 de outubro continua sendo uma ferida e é por ele que reafirmamos o nosso compromisso: não vamos esquecer, não vamos silenciar e não vamos relativizar o ódio”, destacou.

Para as entidades organizadoras, o ato buscou reafirmar que lembrar o 7 de outubro não é apenas olhar para o passado, mas também assumir uma responsabilidade com o presente e com as próximas gerações.

Sobre o ato
Data: 7 de outubro de 2026
Local: Praça Maurício Cardoso — Moinhos de Vento, Porto Alegre
Público estimado: 300 pessoas
Realização: Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) e entidades judaicas do Rio Grande do Sul
Crédito das fotos: Gabriela Grin


Camejo Comunicação | Foto: Gabriela Grin

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