Método é opção de longa duração que pode contribuir para maior adesão ao uso de contraceptivos e reduzir falhas comuns associadas ao esquecimento da pílula
O planejamento reprodutivo envolve diferentes métodos contraceptivos, e a escolha da melhor opção deve considerar estilo de vida, perfil de saúde e orientação médica. Entre as alternativas disponíveis, o contraceptivo injetável tem ganhado destaque por sua praticidade e alta eficácia quando utilizado corretamente.
O método consiste na aplicação periódica de hormônios, geralmente mensal ou trimestral, que atuam inibindo a ovulação e dificultando a fecundação. Por não depender do uso diário, como a pílula anticoncepcional, pode ser uma alternativa para pessoas que buscam mais comodidade e menor risco de esquecimentos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os contraceptivos hormonais injetáveis estão entre os métodos reversíveis de alta eficácia, com taxas de falha baixas quando administrados dentro do intervalo recomendado.
De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, a principal vantagem do método está na adesão ao tratamento.
“O contraceptivo injetável oferece praticidade porque elimina a necessidade do uso diário. Isso reduz significativamente o risco de falhas relacionadas ao esquecimento, um dos principais motivos de gravidez não planejada entre usuárias de anticoncepcionais orais”, explica.
Além da praticidade, outro benefício do método é a liberação controlada de hormônios ao longo do tempo, o que ajuda a manter níveis mais estáveis no organismo em comparação com métodos de uso diário, dependendo da formulação indicada.
A reversibilidade também é um ponto importante: após a suspensão do uso, a fertilidade tende a retornar gradualmente, embora o tempo possa variar de acordo com o tipo de injetável e a resposta individual de cada organismo.
Entre as vantagens frequentemente associadas ao método estão a discrição, já que não exige administração diária, e a conveniência para pessoas com rotina intensa ou dificuldade de adesão a métodos contínuos.
“O mais importante é entender que não existe um método único ideal para todas as pessoas. A escolha do contraceptivo deve ser feita de forma individualizada, levando em conta histórico de saúde, estilo de vida e orientação profissional”, reforça o especialista.
Apesar dos benefícios, especialistas lembram que o contraceptivo injetável não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo o uso de preservativos ainda fundamental para essa finalidade.
A avaliação médica é essencial antes da escolha do método contraceptivo, garantindo segurança e adequação ao perfil de cada paciente.
Embora o contraceptivo injetável seja uma alternativa prática e eficaz, sua indicação deve sempre ser feita por um profissional de saúde, dentro de um contexto de planejamento reprodutivo responsável.
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