Conforme a ANC, avaliações feitas em março e abril ganham reforço em 2026 com avanço do projeto Crie, Avalie e Selecione em parceria com o Sebrae
Os meses de março e abril concentram uma das etapas mais estratégicas dos programas de melhoramento bovino no Brasil: a desmama. Nesse período, propriedades realizam a coleta de peso e a avaliação de características como conformação, precocidade, musculatura e pelame dos terneiros, gerando informações que orientam a seleção de matrizes e reprodutores.
De acordo com a superintendente de Registro da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas, a fase permite medir, ao mesmo tempo, o desempenho das vacas como matrizes produtoras e o potencial dos animais a partir do momento em que deixam de depender da mãe. “É um momento estratégico para que a gente conheça o desempenho da vaca enquanto matriz produtora e também dos indivíduos”, afirma.
Silvia observa que a desmama reúne dados que ajudam a identificar como cada matriz conduziu a cria até essa etapa e, na sequência, permitem acompanhar o desempenho do próprio terneiro de forma individual. Segundo ela, a partir desse ponto, os programas passam a construir critérios de seleção mais precisos para as fêmeas de reposição, os machos candidatos a touros e também os animais destinados à produção de carne.
A superintendente ressalta que a qualidade dessas informações depende diretamente do rigor adotado em cada propriedade. “É um momento de bastante informação e que deve ser levado com muita responsabilidade e critério dentro de cada propriedade para que a gente consiga otimizar de maneira mais lucrativa possível essa fase”, destaca.
Em 2026, esse período de desmama também marca um avanço no Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) com a consolidação inicial do projeto Crie, Avalie e Selecione, projeto realizado em parceria com o Sebrae. A iniciativa é voltada a animais sem registro genealógico, mas com controle zootécnico completo dentro da propriedade, incluindo identificação de pai, mãe e data de nascimento.
Silvia explica que esse conjunto de dados permite comparar animais criados sob as mesmas condições e identificar com mais segurança aqueles com melhor desempenho. “A partir dessas informações bem registradas dentro da propriedade, a gente parte para aquele momento de avaliação, que é fazer o comparativo dos animais que tiveram sob as mesmas condições, reconhecendo assim o potencial genético superior daqueles indivíduos que ganharam mais peso, que se apresentam com uma conformação mais positiva, quando comparado a outros indivíduos”, salienta.
O projeto já teve avaliação realizada em abril e deve avançar para novas etapas nas próximas semanas. A expectativa é ampliar a geração de dados para apoiar uma seleção mais precisa dentro dos rebanhos, com foco na escolha de matrizes mais eficientes, na identificação de produtos superiores e na observação dos touros que apresentam melhor desempenho reprodutivo e produtivo.
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