Levantamento realizado em 18 centros de referência analisou dados de 635 pacientes e contou com a participação de associado da AMRIGS
Um estudo nacional sobre o tratamento do câncer gástrico identificou avanços no uso de técnicas cirúrgicas e terapias combinadas, ao mesmo tempo em que apontou desafios relacionados ao diagnóstico da doença em fases mais avançadas e ao acesso a determinados recursos. Realizada pela Associação Brasileira de Câncer Gástrico (ABCG), a pesquisa analisou dados de pacientes atendidos em 18 centros de referência de todas as regiões do Brasil.
Entre os centros envolvidos no levantamento estão instituições do Rio Grande do Sul, como a Santa Casa de Porto Alegre. A participação gaúcha ganha relevância também pela trajetória do trabalho, cuja proposta surgiu durante o Congresso da ABCG realizado na capital do RS, em 2019.

“Desde então, especialistas de diferentes regiões passaram a reunir dados para construir um panorama mais próximo da realidade brasileira”, explicou o associado da AMRIGS, Dr. Antônio Carlos Weston, único autor gaúcho do trabalho.
Os resultados mostram progressos nas estratégias adotadas para o tratamento da doença, mas também indicam desafios, especialmente no diagnóstico em estágios mais tardios e no acesso a determinados recursos.
A discussão ganhou novo capítulo em agosto de 2026, quando a ABCG publicou o artigo “Improving gastric cancer care in Brazil: the ABCG commitment and call to action”. Dr. Weston também integra a autoria dessa publicação, que defende maior integração entre centros especializados e ampliação do acesso à detecção e ao tratamento adequados.
A participação gaúcha reforça a presença do Rio Grande do Sul na produção de conhecimento voltado ao câncer gástrico e contribui para transformar dados científicos em melhorias concretas no atendimento aos pacientes.
Mais informações podem ser consultadas nas publicações da Associação Brasileira de Câncer Gástrico e da Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
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