Março Lilás mobiliza Porto Alegre com campanha liderada pela SBRT

Com ações da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), em parceria com o Hospital Moinhos de Vento e a Track&Field, agenda na capital gaúcha reforça que a vacinação contra o HPV, o rastreamento e a informação de qualidade podem evitar o câncer do colo do útero, o terceiro mais comum entre as brasileiras

Ações realizadas em Porto Alegre na primeira quinzena do mês integram o movimento nacional do Março Lilás, dedicado à conscientização sobre o câncer do colo do útero e fazem parte da campanha “O futuro não precisa repetir o passado”, iniciativa da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) que está mobilizando profissionais de saúde, instituições parceiras e a população em diferentes regiões do país.

Na capital gaúcha, a agenda contou com a parceria do Hospital Moinhos de Vento e da Track&Field, reunindo especialistas, influenciadores e o público em atividades voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao cuidado integral. As iniciativas dialogam com a proposta da campanha de reforçar que o enfrentamento da doença depende de decisões tomadas no presente. Apesar de ser amplamente evitável, o câncer do colo do útero segue como o terceiro tumor mais incidente entre as mulheres brasileiras, com cerca de 19.310 novos casos estimados por ano para o triênio 2026–2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

No dia 14, a SBRT, junto com o Hospital Moinhos de Vento, promoveu uma ação na unidade da Track&Field que reuniu cerca de 20 influenciadoras digitais. O encontro contou com palestra da oncologista clínica Fernanda Casarotto, especialista em oncologia ginecológica e integrante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), que destacou a vacinação contra o HPV, o rastreamento regular e o diagnóstico precoce como estratégias fundamentais para reduzir a incidência e a mortalidade pela doença.

No mesmo dia, também houve uma ação aberta ao público no Parque Moinhos de Vento, em celebração ao Dia da Mulher, com atividades de bem-estar e conscientização. A programação incluiu aula de yoga conduzida pela professora Camila Zerbieli, além da distribuição de materiais informativos sobre prevenção do câncer do colo do útero.

Encerrando a agenda, a Clini Onco, patrocinadora das camisetas da campanha “O futuro não precisa repetir o passado”, promoveu um encontro no Mizu Restaurante, reunindo médicos e convidados para uma conversa sobre o tema. A atividade contou com a participação da escritora e paciente Camila Teixeira, que compartilhou sua vivência com a doença, e com apresentação da oncologista clínica Rosana Monteggia.

De acordo com Denise Ferreira Silva Alves, médica radio-oncologista, diretora de Comunicação da SBRT e responsável técnica pela campanha, o câncer do colo do útero permite uma abordagem distinta em relação a outros tumores. “Quando falamos em câncer, a sociedade costuma pedir cura. Mas, nesse caso, temos algo ainda mais importante, que é a possibilidade de evitar que a doença aconteça. A vacina contra o HPV, disponível no SUS e na rede privada, e os exames de rastreamento permitem identificar alterações antes mesmo de se transformarem em câncer”, explica.

A especialista ressalta que o acesso à informação qualificada é um dos pilares da iniciativa. “Todo o conteúdo foi pensado para apoiar famílias, profissionais de saúde e a sociedade em geral na tomada de decisão. No site da campanha, reunimos materiais educativos, explicações sobre a vacina, orientações sobre prevenção e respostas para dúvidas frequentes”, afirma.

Na avaliação de Wilson José de Almeida Jr., presidente da SBRT, investir em prevenção também impacta diretamente o sistema de saúde. “A radioterapia tem papel essencial no tratamento do câncer do colo do útero, especialmente nos casos mais avançados. No entanto, nosso maior objetivo é reduzir o número de mulheres que chegam a precisar desse tipo de tratamento. Prevenir é sempre o melhor caminho, tanto para as pacientes quanto para a sustentabilidade do sistema”, destaca.

Câncer do colo do útero em números

O câncer do colo do útero é causado, na maioria dos casos, pela infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano), um vírus extremamente frequente e transmitido principalmente por via sexual. Estima-se que a maior parte das pessoas sexualmente ativas terá contato com o vírus ao longo da vida, geralmente sem apresentar sintomas.

Apesar de ser uma doença prevenível, ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil. Segundo o INCA, são estimados cerca de 19.310 novos casos por ano no país no triênio 2026–2028. No Rio Grande do Sul, a estimativa é de aproximadamente 700 novos casos anuais, com taxa de 8,14 casos por 100 mil mulheres. Em Porto Alegre, são previstos cerca de 90 novos casos por ano no mesmo período.

A vacinação contra o HPV é considerada a estratégia mais eficaz de prevenção, com potencial de evitar a maioria dos casos da doença. Disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos — com ampliação temporária até 19 anos —, a vacina ainda enfrenta desafios de cobertura. Em 2025, o índice nacional ficou em torno de 77%, abaixo da meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a eliminação do câncer do colo do útero como problema de saúde pública.

Além da vacinação, o rastreamento organizado, incluindo o teste molecular de HPV-DNA já incorporado ao SUS, permite identificar precocemente infecções por subtipos de alto risco e interromper a progressão da doença.

Março Lilás: informação acessível e campanha nacional da SBRT

Inserida no movimento nacional do Março Lilás, a campanha “O futuro não precisa repetir o passado”, desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), reúne uma ampla plataforma de conteúdos educativos e materiais de conscientização disponíveis gratuitamente no site oficial www.marcolilassbrt.com.

No portal, o público encontra o vídeo manifesto da campanha, além de materiais para download (como artes para camisetas, adesivos, folhetos e banners) e conteúdos explicativos sobre o câncer do colo do útero e outros tumores associados ao HPV, como os de vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. O site também traz orientações detalhadas sobre a vacina contra o HPV, informações sobre sintomas, rastreamento e diagnóstico, além de um guia com perguntas e respostas que esclarece dúvidas frequentes com base em evidências científicas.

A iniciativa integra uma mobilização nacional que envolve profissionais de saúde, instituições parceiras e a sociedade, com o objetivo de ampliar o conhecimento e incentivar decisões capazes de evitar a doença. Ao reforçar que o câncer do colo do útero pode ser prevenido, a campanha propõe transformar o presente por meio da vacinação, do acesso ao rastreamento e da disseminação de informação de qualidade, caminhos concretos para que o futuro não repita o passado.

Sobre a Sociedade Brasileira de Radioterapia

A Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), fundada em 1998, é uma associação civil, associativa e científica, sem fins lucrativos, que representa os médicos radio-oncologistas registrados no Brasil. Mais informações em: https://sbradioterapia.com.br/


SENSU Consultoria de Comunicação | Fotos: Divulgação SBRT

NÃO ESQUEÇA DE DEIXAR SEU COMENTÁRIO

É muito importante pra gente saber sua opinião

MAIS DA SOL FM

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE